Escândalos atingem os dois principais candidatos ao governo

Os dois principais candidatos sul-mato-grossenses - Zeca do PT, da Coligação Força do Povo, e André Puccinelli (PMDB), da Coligação Amor, Trabalho e Fé - chegam à eleição em meio a escândalos políticos ocorridos na segunda maior cidade do Estado, Dourados.

, O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2010 | 00h00

O prefeito Ari Artuzi (sem partido), cinco secretários da prefeitura e 11 vereadores estavam recebendo propinas de R$ 50 mil a R$ 500 mil, provenientes de empresas beneficiadas em concorrências fraudulentas, conforme constatação da Polícia Federal.

O episódio douradense não atingiu Zeca do PT com a mesma intensidade direcionada ao governador. No mesmo processo sobre a "farra das propinas", aceito pela Justiça com os acusados já denominados réus na ação, está incluída a parte que toca a Puccinelli. A revelação foi feita pelo deputado Ary Rigo (PSDB), considerado um dos sustentáculos do governo Puccinelli na Assembleia Legislativa. "O governador recebe da assembleia R$ 2 milhões", afirmou o parlamentar em um dos trechos da denúncia divulgada pela internet, na reta final da campanha.

A assessoria de André liberou, em contrapartida, vídeos sobre os oito anos de mandatos de Zeca do PT, com a chamada "farra da publicidade". Na ocasião, tudo que poderia ocorrer ou ocorria contra Zeca do PT, era "amenizado ou evitado", com dinheiro conseguido por meio de notas fiscais falsas e superfaturadas, conforme ressaltam as denúncias feitas ao Ministério Público Estadual. Zeca do PT ainda tem pendências na Justiça com relação à questão.

Só que Puccinelli está com o mesmo problema. Ele ainda precisa esclarecer o rápido aumento dos bens, ocorrido durante o período em que atuou como prefeito de Campo Grande e como governador.

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