Escoceses são 1º grupo a chegar

Quinze rapazes já vieram para ver o pontífice

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S. Paulo

06 Julho 2013 | 16h00

Dois rapazes de cerca de 18 anos caminham de saiote pelas ruas do Jardim Britânia, bairro no extremo noroeste da cidade. Com um grupo de 13 colegas, entram em um centro comunitário e passam a tarde brincando, dançando e jogando bola com crianças da vizinhança, mesmo sem falar a mesma língua. Um deles carrega uma bolsa de pele de coelho, onde guarda o celular que usa para registrar em fotos o dia a dia a mais de 9,6 mil quilômetros de casa.

Eles fazem parte do primeiro grupo de peregrinos estrangeiros que chegou a São Paulo para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), evento católico que terá a presença do papa Francisco e ocorre no fim do mês, no Rio. São 15 escoceses, acompanhados de duas mães e um padre da paróquia na região de Falkirk, centro da Escócia.

O grupo chegou no dia 29 e passará três semanas em São Paulo e a última no Rio, de onde partirá de volta para a Europa. A estada prolongada foi estimulada pelo padre Neil Charles Crombie, que é escocês e se mudou para o Brasil em 1974. Ele é atualmente vigário da região da Brasilândia e coordena trabalhos sociais na zona norte.

O grupo está hospedado em uma casa paroquial no Jardim Britânia. “Ficamos em beliches, várias pessoas no mesmo quarto. É uma experiência única, pela qual eu nunca tinha passado”, diz um dos rapazes de kilt – o saiote típico escocês –, Gavin Cullen, de 19 anos. Como ele, a maior parte do grupo é formada por estudantes que estão prestes a começar a faculdade. “Eu já conhecia alguns da igreja que frequento, mas vários só conheci na hora de viajar mesmo.”

Religião. A Escócia é um país cristão, mas apenas 20% da sua população é católica. Por isso mesmo, vários dos jovens que vieram contam que sua principal motivação – além de ver o papa Francisco de perto – é conhecer outros católicos.

Outra motivação é conhecer de perto alguns problemas que não são comuns na Escócia, como a falta de infraestrutura urbana da periferia paulistana. Padre Neil os levou a uma creche e a um centro de juventude. Lá, passam manhãs e tardes brincando com as crianças e participando das atividades programadas. “É uma lição para o resto da vida”, conta Jack Ferguson, de 18 anos.

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