Escola anti-seqüestro da Colômbia instrui policiais brasileiros

Dezessete policiais brasileiros concluíram esta semana sua instrução na Escola Anti-seqüestro da Colômbia, segundo fontes oficiais. Os especialistas colombianos "compartilharam sua experiência comcolegas brasileiros" na Escola de Suboficiais da Polícia GonzaloJiménez de Quesada em Sibaté, localidade vizinha a Bogotá.Os 17 policiais brasileiros se somam aos cerca de 500 membros dosGrupos e Ação Unificada pela Liberdade Pessoal (Gaula) colombianos, que receberam orientação, tanto na investigação como em técnicas de combate nas áreas urbanas e rurais, aplicadas a operações contra o seqüestro e a extorsão.Durante um mês, os policiais brasileiros foram capacitados paraproduzir e fornecer ferramentas para a análise e identificação,prevenção e investigação dos crimes, acrescentaram as fontes. Oprograma incluiu também instrução para orientar as famílias dasvítimas.Entre as atividades complementares do curso, os alunosbrasileiros visitaram a Direção Central de Polícia Judicial, na qual"ampliaram seus conhecimentos nas técnicas de intercepção detelefonia celular, comparação de vozes, DNA e balística". Os agentes também "conheceram os laboratórios de criminalística e documentologia".A Escola Anti-seqüestro, que recebe apoio do Departamento deEstado dos Estados Unidos via a Agência de Assistência Contra oTerrorismo, funciona na Colômbia desde 2003. O Brasil é o segundo país a receber treinamento, depois do Paraguai, ao qual a Colômbia presta assessoria, tanto policial como legal, no tratamento de delitos de seqüestro e extorsão desde o primeiro semestre de 2005.

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