Escola atacada por atirador no Rio avalia reabrir daqui a dez dias

Previsão, porém, ainda é incerta de acordo com a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin

Carolina Spillari, Central de Notícias

08 Abril 2011 | 17h17

SÃO PAULO - As aulas foram suspensas na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste do Rio, onde ocorreu o massacre, na quinta-feira, 7, que deixou 12 mortos. Ainda não há previsão de quando as aulas voltarão, disse a Secretaria de Educação do Rio. Há possibilidade de volta às aulas na próxima segunda-feira, 18.

 

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Por enquanto foi decidido que os alunos serão acompanhados por assistentes sociais e psicólogos. Os professores e profissionais da educação vão receber atendimento psicológico dentro da escola.

 

Segundo a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, em entrevista coletiva, durante a próxima semana "os psicólogos visitam as casas, fazem um trabalho com os professores, para que os seus professores, pessoas conhecidas por eles, possam fazer um trabalho competente de resgate dessas crianças".

 

"A primeira reação nossa, quando a casa é assaltada, é querer não voltar. Aí você tem que fazer um trabalho psicológico e emocional para que ele se sinta em condições de voltar", justificou Cláudia.

 

A educação vale a pena pela união, segundo a secretária. "É momento de a equipe escolar ficar muito unida. Sofreram juntos, mas juntos - essa é a beleza da educação -, podem reconstruir esse tecido que se esgarçou". Para Cláudia, é preciso resgatar o espírito da escola e não transferir as crianças para outro local.

 

O ministro da Educação, Fernando Haddad, também foi até a escola municipal. Haddad falou sobre como a abertura da escola à comunidade é importante para reforçar a segurança. "É justamente a aberta, a mais protegida", afirmou. Por isso, Haddad, disse que a perspectiva é abrir a escola aos pais e comunidade.

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