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Escola de samba acusada de explorar passistas

O Ministério Público do Trabalho intimou nesta segunda-feira o presidente da escola de samba Unidos da Tijuca, Fernando Horta, e o vice-presidente, Carlos Alberto de Araújo, a depor sobre a denúncia de exploração de 30 integrantes da escola que estão na cidade de Constanta, na Romênia, para fazer shows. A polícia do Rio também investiga o caso. Segundo o Conselho Estadual dos Direitos dos Negros (Cedine), eles não foram pagos pelas apresentações, apesar de terem ido para a Romênia em maio.Além da questão trabalhista, os sambistas reclamam de maus tratos por parte da prefeitura de Constanta, que os contratou. Alguns disseram que as instalações do hotel onde foram acomodados não têm condições de higiene: são coletivas e estão infestadas de insetos. Também alegaram que a comida e o atendimento médico são ruins. O coordenador geral do Cedine, Pedro Paulo dos Santos, considera que eles estão sendo submetidos a trabalho escravo. "O contrato que foi firmado seria para eles trabalharem nas Ilhas Virgens, e não na Romênia. Não prevê o número de horas nem dá outros detalhes", disse. Os sambistas chegaram à Romênia no dia 17 de maio e têm volta prevista para 21 de agosto.

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