Escola ''ioiô'', Peruche volta ao Grupo de Acesso

A mesa dos dirigentes da Unidos do Peruche foi uma das mais agitadas durante a apuração no Anhembi. A partir do quinto quesito, harmonia, com a escola na lanterna, os diretores começaram a se revoltar a cada nota divulgada e a disparar xingamentos na direção da mesa organizadora. Em cinco carnavais, a Peruche acumula dois acessos e dois rebaixamentos, uma típica escola ioiô. "A comunidade é forte. Vamos voltar para o acesso e começar do zero", afirmou Rodolfo Pricolo Filho, presidente da agremiação, há dez meses no cargo. Para o diretor de harmonia da escola do Limão, Rodrigo Teixeira, algumas notas baixas foram "absurdas" - como em samba-enredo e bateria. "A escola já sobe marcada para cair. As pequenas se ferram, diferente das outras, como a Vai-Vai, que correu na avenida e nem assim perdeu pontos em harmonia", disse. Ao ouvirem a última nota da escola, todos os diretores que formavam a mesa da agremiação no sambódromo se abraçaram e saíram do Anhembi antes mesmo do resultado final da apuração. Alguns com lágrimas nos olhos. A Peruche abriu o carnaval do Grupo Especial de São Paulo com o enredo Do Ventre da Terra, a Indomável Cobiça do Homem e levou ao sambódromo 3 mil componentes, divididos em 24 alas. A Peruche foi fundada em 1956 por Carlos Alberto Caetano e outros dissidentes da escola de samba Lavapés.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.