Escolas estaduais de Campinas terão câmaras de vídeo

Pelo menos 30 escolas estaduais de Campinas passarão a ser monitoradas por câmaras de vídeo a partir do próximo ano. Outras 35 receberão equipamentos de alarme e de segurança. Com as câmaras, será possível descobrir intrusos e coibir abusos, além de facilitar a identificação de possíveis invasores em períodos nos quais as escolas não estão em atividade, como nos finais de semana.Os recursos, R$ 292,5 mil, o que equivale a R$ 4,5 mil por escola, começaram a ser disponibilizados pela Secretaria Estadual de Educação já a partir deste mês. As instituições ficarão responsáveis pelo gerenciamento do dinheiro e dos equipamentos. Segundo a diretora da Diretoria da Região Campinas-Leste de Educação, Célia Ferreira, foram priorizadas as escolas maiores, que abrigam equipamentos em laboratórios e atuam em três períodos. "Não dá para dizer que são escolas que ficam em regiões violentas, porque a violência em Campinas não é localizada", alegou. As 65 instituições que irão receber os recursos representam 40% das 164 escolas de Campinas. Célia explicou, no entanto, que muitas delas já haviam adquirido equipamentos de segurança por meio de parcerias com os próprios pais de alunos ou empresas da cidade. "Com essas 65, praticamente cobrimos toda a carência de Campinas nesse sentido, entre as escolas estaduais", explicou.Célia descartou a discussão sobre invasão de privacidade. Ela enfatizou que as câmaras estarão voltadas para áreas externas, como corredores, pátios e entradas dos colégios. "Não iremos intimidar o aluno nem o professor. Nenhuma câmara será instalada dentro das salas de aula", garantiu.O diretor da Região Oeste, Antônio Scchiavo, também descartou que o projeto seja invasivo. "Ao contrário, os próprios pais nos pedem medidas que garantam a segurança dos filhos enquanto eles estudam", argumentou. Ele acrescentou que os equipamentos se destinam principalmente a escolas em que há elevado número de adolescentes. "Escolas até a quarta série, que funcionam apenas no período diurno, não oferecem problemas", disse.Segundo Scchiavo e Célia, a compra de equipamentos integra um pacote de medidas de segurança, que inclui trabalhos com as comunidades e com os próprios alunos, por meio de parcerias com órgãos como a polícia militar, que promove palestras regulares nas escolas estaduais sobre segurança, e o Instituto Souza Cruz, responsável por seminários voltados às relações interpessoais e convivência social. O pacote inclui ainda programas desenvolvidos pelas próprias comunidades. Entre eles, a utilização das quadras esportivas como áreas de lazer nos finais de semana e de outras dependências da escola para a promoção de cursos, encontros e debates. "O mais importante para reduzir a violência é a presença da comunidade. As câmeras e alarmes são apenas mais um recurso", apontou Scchiavo.

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