Escolas públicas terão segurança privada em SP

Medida foi tomada após denúncia de que GCM só vigiava 28% das EMEFs

O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2006 | 00h00

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) anuncia hoje a utilização de segurança privada e desarmada 24 horas para combater a onda de roubos nas escolas da rede municipal, conforme o Jornal da Tarde antecipou em reportagem publicada em maio. As primeiras regiões beneficiadas devem ser a leste, a sul e o extremo da norte, onde há índices críticos de violência. São Paulo conta com 1,1 milhão de estudantes em 1.319 equipamentos educacionais, incluindo os 26 Centros Unificados Educacionais (CEUs), 51 mil professores e 71 mil funcionários - número que corresponde quase à metade dos contratados pela Prefeitura. O projeto de intensificar a segurança nas unidades prevê a instalação de alarmes e câmeras de monitoramento nas escolas. Inicialmente, a Secretaria Municipal de Educação (SME) abrirá licitação para o contrato da empresa de segurança privada. Na última sexta-feira, a pasta não quis se pronunciar sobre o assunto e negou que já tivesse dado início ao processo de concorrência.Para a Prefeitura, a nova medida não substituirá a ação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e das polícias que já monitoram as unidades. Será, na prática, um trabalho conjunto. O presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São, José Adir Loiola foi procurado pela reportagem, mas disse desconhecer a informação de que seguranças privados vão trabalhar em conjunto com a polícia e a GCM. Já seu vice, Paulo José Jacobson Neto, afirmou que a iniciativa da Prefeitura é "excelente". Segundo ele, a idéia está indo ao encontro dos desejos do Sindicato. "A GCM auxilia a população e está mais acostumada a cuidar de patrimônios como praças e outras áreas públicas. A segurança privada vai proteger os prédios de roubo." O presidente do Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos de São Paulo (Sindiguardas), Carlos Augusto Silva, foi procurado, mas não retornou os contatos da reportagem. Desde maio, a Secretaria de Educação pediu reforço da Guarda Civil Metropolitana para fazer a vigilância. A medida foi tomada após o JT ter denunciado que a GCM fazia a vigilância de apenas 28% das Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEFs).Os constantes ataques sofridos pelas escolas aparecem em um relatório enviado à Câmara Municipal pelas 13 Coordenadorias de Ensino da capital. O documento revela que, no ano passado, houve 338 ocorrências de roubo, furtos e tentativas de roubo. Em geral, os ladrões levam computadores e equipamentos eletrônicos.

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