Escolha de novo governador reaviva tese da intervenção

A escolha do novo governador do Distrito Federal pode reavivar a tese da intervenção federal na cidade. Integrantes do governo Lula fizeram chegar aos deputados distritais o aviso de que a manutenção do mesmo grupo político que levou a cidade para as páginas policiais é um argumento a mais em favor da intervenção no DF.

Bastidores: Felipe Recondo, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2010 | 00h00

O governo via com bons olhos a candidatura de alguém que não seja integrante da Câmara Legislativa, também parte do escândalo de corrupção na cidade. Seria uma forma de interromper as práticas da gestão José Roberto Arruda (ex-DEM) que, de acordo com informações que chegam ao governo, ainda persistem.

Até agora, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e assessores de Lula viam como positivos os sinais emitidos pela classe política de Brasília. Os exemplos de que a crise no DF se resolveriam afastavam progressivamente qualquer ameaça de intervenção.

Recentemente, porém, esse quadro se deteriorou. Wilson Lima, governador interino, passou a indicar pessoas próximas para cargos de confiança, propôs aumento salarial para carreiras do setor público e prorrogou os contratos com empresas suspeitas de integrar o esquema de corrupção no DF. Mas, enquanto o governo ameaça, o presidente do STF, Gilmar Mendes, mantém em banho-maria o pedido feito pela Procuradoria-Geral da República. E uma das razões para isso é a dúvida de como se daria a intervenção. Até agora o Ministério Público não definiu como isso seria feito. No ritmo em que o assunto segue, o processo de intervenção sairá das mãos de Gilmar Mendes e ficará sob a relatoria do próximo presidente do STF, ministro Cezar Peluso.

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