Escolha do líder do governo na Câmara divide bancada do PT

Provável candidatura única de Marco Maia também faz crescer disputa por cargos na Mesa Diretora da Casa

Eugênia Lopes, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2011 | 00h00

Com a provável candidatura única do petista Marco Maia (RS) para a presidência da Câmara, os partidos começam a se engalfinhar por cargos nas comissões permanentes, nas lideranças e na Mesa Diretora da Casa.

Uma das posições mais cobiçadas é a liderança do governo na Câmara, por ora disputada entre os próprios petistas. Caberá à presidente Dilma Rousseff tentar apaziguar o PT e decidir se mantém ou não o atual líder, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

A bancada petista está dividida. Quem defende a troca alega que Vaccarezza perdeu legitimidade após perder a disputa interna para ser o candidato à presidência da Câmara. O ex-presidente da Casa Arlindo Chinaglia (SP) e o ex-líder Henrique Fontana (RS) aparecem como cotados para a liderança.

Os aliados de Vaccarezza, porém, atacam os dois colegas. Além de criticar o que chamam de "temperamento difícil" de Chinaglia, o grupo avalia que ele não ajudou o governo Lula quando presidiu a Casa (2007-2009). Fontana teria dificuldades não só por já ter ocupado o cargo como por ser do Rio Grande do Sul, mesmo Estado de Maia.

Mesa. Os partidos também cobiçam os melhores postos na Mesa da Câmara. O PMDB tem sete candidatos ao cargo de primeiro vice-presidente. O nome oficial do partido deve ser definido no dia 31, mas a cúpula da legenda sabe que algum perdedor provavelmente lançará candidatura avulsa.

Primeira legenda a apoiar Maia, o PR decidiu reivindicar um "cargo melhor" na Mesa. O partido deveria ficar com a segunda secretaria, mas quer a segunda vice-presidência. "Quem chega primeiro bebe água limpa", resume o deputado Luciano Castro (PR-RR).

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