Esconder Serra 'não é boa atitude',diz Mercadante

'A gente tem o que mostrar ao povo brasileiro', afirma o candidato do PT em São Paulo, que aposta no crescimento nas pesquisas

Brás Henrique / RIBEIRÃO PRETO, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2010 | 00h00

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, disse estar confiante em seu crescimento nas pesquisas. O petista, que desfilou ao lado do presidente Lula em evento em Sertãozinho ontem, afirmou ter orgulho do governo e de seus aliados e que seu adversário do PSDB, Geraldo Alckmin, esconde o presidenciável José Serra. "Não é uma boa atitude."

Ele destacou que Lula vai participar de atividades de campanha e comícios em todos os fins de semana até a eleição de 3 de outubro e que levantamentos internos do partido indicam que o seu crescimento junto ao eleitorado paulista é sólido. "Quero Lula e a ministra Dilma em minha campanha, como eles estão participando ativamente, porque a gente tem o que mostrar ao povo brasileiro, e o que deu certo no Brasil pode dar certo também em São Paulo."

Ao ser indagado se seria bom para ele que Serra aparecesse mais na propaganda gratuita de Alckmin, Mercadante procurou se esquivar de uma resposta direta. Disse que acha "estranho" que os tucanos escondam os oito anos de governo de Fernando Henrique Cardoso. "Nós não, queremos total transparência, sempre estive com o Lula. Isso é o que fortalece e alimenta nossa campanha, e é por isso que a Dilma em São Paulo já está na frente, e tenho certeza que vamos chegar na frente também."

Aloprados. Na entrevista à EPTV, Mercadante falou de propostas de governo, enfatizando a educação, emprego e habitação, e mostrou indignação ao ser questionado sobre o "dossiê dos aloprados" na campanha de 2006. "Sempre tive atitude limpa, séria, reta, que todo mundo conhece, e esse é o maior patrimônio que construí na vida pública", disse.

Mercadante ainda falou que atitude tomaria, se eleito, em casos de suspeitas de irregularidades administrativas. "Se tiver algum erro na administração pública tem que ser apurado, pelo Ministério Público, Tribunal de Contas, Polícia Federal. E no nosso governo (do PT) as coisas não são varridas para debaixo do tapete, como acontece, por exemplo, em São Paulo, que não teve CPIs instaladas."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.