Escritórios da Alstom são alvo da Justiça britânica

Escritórios da Alstom são alvo da Justiça britânica

Em dois dias, mais de 150 policiais do Reino Unido [br]fizeram buscas em 11 endereços da empresa e residências de executivos

Jamil Chade, CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estadao de S.Paulo

26 de março de 2010 | 00h00

A Justiça britânica realizou ontem mais duas buscas e apreensões em escritórios da Alstom espalhados pelo Reino Unido. A rota de pagamentos de propinas entre Paris, Londres e funcionários brasileiros já havia sido alertada ao Ministério Público do Brasil, segundo a Justiça suíça.

Na quarta-feira, três dos principais executivos da companhia - Stephen Burgin, presidente da unidade inglesa da empresa; Robert Purcell, diretor financeiro e Altan Cledwyn-Davies, diretor legal - foram presos e interrogados em relação a suspeitas de esquemas de propinas para funcionários públicos estrangeiros. Após serem ouvidos, os três foram liberados.

A suspeita é de que os executivos teriam pago propinas a funcionários públicos estrangeiros como forma de garantir contratos públicos. Em São Paulo, a suspeita está relacionada com os contratos do Metrô.

Ontem, o Escritório de Fraude do Reino Unido optou por ampliar as buscas. No total, 11 endereços da empresa e residências de executivos foram alvo da ação de mais de 150 policiais britânicos em dois dias.

Na França e na Suíça, a Alstom é suspeita de ter distribuído milhões de dólares entre 1995 e 2003 para garantir contratos no Brasil, Venezuela, Indonésia e outros mercados emergentes.

Contas em nome de 19 pessoas físicas e jurídicas brasileiras estão bloqueadas na Suíça. Em 2009, o Ministério Público congelou em Genebra US$ 7,5 milhões em nome de Jorge Fagali Neto, ex-secretário de Transportes de São Paulo no governo de Luiz Antonio Fleury Filho.

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