Escuna que afundou era exemplo de segurança,diz mestre

O mestre de cabotagem Norberto Guimarães da Silveira, de 71 anos, disse à polícia que, desde dezembro, o barco Tona Galea passou por três vistorias na Capitania dos Portos e na última, realizada de surpresa há cerca de 20 dias, foi usada como exemplo de segurança pelo órgão da Marinha para proprietários de outras embarcações. Silveira se apresentou ao delegado José Omena, em Cabo Frio, no fim da noite de quarta-feira. Cerca de oito horas depois, os bombeiros localizaram o corpo de Edson Celestino da Silva, de 28 anos, o único que permanecia desaparecido após a tragédia. Quinze pessoas morreram na tragédia. Silveira afirmou que só na quarta-feira foi informado pela família sobre a proporção do acidente. O mestre de cabotagem disse não se lembrar do nome do engenheiro que assinou o projeto de reforma e definiu o Tona Galea apenas como um ?barco? e não uma escuna.Segundo ele, a embarcação voltava da Ilha dos Papagaios e o mar estava ?relativamente calmo?, com ondas de 70 a 80 centímetros e rajadas de vento, quando o acidente ocorreu. O proprietário afirmou que uma dessas rajadas atingiu o barco ao mesmo tempo em que uma onda o inclinara. Ele disse que a lona que cobre o convés do barco funcionou como uma vela, impulsionando-o.?Ele alega que foi a força da natureza e definiu a situação como imprevisível, indefensável e inevitável?, disse o delegado. Silveira negou ter proibido os turistas de usar os coletes salva-vidas.

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