Escutas indicam não haver sobreviventes na queda do avião da Gol

Escutas feitas por radioamadores do norte de Mato Grosso indicam que não há sobreviventes da queda do vôo 1907 da Gol, com 149 passageiros e 6 tripulantes, num dos mais graves acidentes aéreos do País. Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) já teria decolado de Brasília levando equipes de resgate, entre eles pára-quedistas, e sacos plásticos. Desde a manhã deste sábado, 30, equipes da FAB trabalham no local de difícil acesso, inclusive com veículos com tração nas quatro rodas. No aeroporto de Matupá, não havia informações exatas do local do acidente nesta manhã. Sabe-se apenas que a aeronave teria caído no fundo da Fazenda Jarinã, que fica entre duas aldeias indígenas, a Capoto e a Mectotire, numa reserva vizinha ao Parque do Xingu. É uma área serrana com floresta.Desde o início da manhã qualquer tipo de aeronave está proibida de sobrevoar abaixo de 8 mil pés uma grande área no entorno do ponto do acidente. Essa área inclui o aeroporto de Matupá e pistas particulares da região. A restrição do espaço aéreo, de acordo com a Aeronáutica, vai continuar neste sábado e domingo e serve para manter as atividades de busca e salvamento mais livres para trabalhar."A expectativa é de que as informações venham todas da Base Aérea de Cachimbo, que farão as buscas. Parentes de algumas vítimas estão vindo para a região", afirmou Renato Gomes, gerente do Aeroporto de Matupá.O acidenteO avião desapareceu após ter se chocado no ar com um jato Legacy, fabricado pela Embraer. A aeronave de pequeno porte, que era pilotada por um americano e decolou do aeroporto de São José dos Campos (SP), fez um pouso forçado na Base Aérea do Cachimbo, no Pará, e não registrou vítimas.O Boeing 737-800 da Gol fazia o vôo 1907, de Manaus para o Rio, com escala em Brasília. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião saiu de Manaus às 15h35 e deveria ter pousado na capital federal às 18h12. Às 16h48, o Boeing sumiu dos radares do controle de tráfego aéreo. Conforme nota oficial da Gol, o último contato com o avião ocorreu às 17 horas, via rádio. A companhia recebeu o Boeing, que tinha 200 horas de vôo, no último dia 12.O radioamador Laudir Benevides, de Goiás, foi o primeiro a comunicar a FAB sobre o acidente às 17h55 (horário local). Ele recebeu informação de um fazendeiro de Peixoto Azevedo, que teria visto o acidente. Conforme o fazendeiro, o avião vinha em alta velocidade, se chocou contra o solo e explodiu. Não haveria sobreviventes. O Boeing tinha combustível suficiente para voar cerca cinco horas sem precisar reabastecer.

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