Esgoto atinge praias do litoral norte paulista

A Cetesb (Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental) vai intensificar as vistorias feitas nas 19 estações de tratamento de esgoto instaladas nas quatro cidades do litoral norte de São Paulo.Na semana passada, problemas nas bombas das estações de esgoto da Sabesp provocaramvazamentos que atingiram as praias de Barequeçaba e Juqueí, na costa sul de São Sebastião.Até esta terça-feira à tarde as duas áreas estavam interditadas, segundo a DefesaCivil. O esgoto corria a céu aberto. As áreas, de cerca de 100 metros quadrados napraia de Barequeçaba, e 300 metros no rio Juqueí foram vistoriadas pela Sabesp, querealizou serviços para conter os vazamentos.?Amanhã (quarta-feira) vamos ver se o problema já foi resolvido?, informou o presidente da Defesa Civil, Luiz Figueiredo. Com o aumento no número de turistas durante o verão no litoral norte, as reclamações de vazamento de esgoto nas praias e mau cheiro aumentam em cerca de 500%.?Em média são 12 reclamações por dia que a Cetesb recebe de moradores que enfrentam problemas em lugares diferentes?, diz o gerente da agência ambiental da Cetesb do litoral norte, Sílvio do Prado Bohn Jr. Segundo ele, a Cetesb já faz essas vistorias normalmente, mas vai verificar se as estações de tratamento de esgoto da Sabespestão com capacidade adequada e os motivos desses vazamentos. ?É um problema reincidente. No ano passado houve vazamento no mesmo local.?O gerente informou que a Cetesb quer que a Sabesp apresente ?com urgência? um plano de contingência, a fim de evitar transtornos à população. Entre as medidas estabelecidas neste plano, a Sabesp teria que colocar um telefone de atendimento às emergências de vazamento de esgoto, além de técnicos e equipes à disposição dapopulação durante 24 horas. ?Isso já foi pedido no ano passado, mas até agora a Sabesp não apresentou nada.?A assessoria de imprensa da Sabesp informou que a companhia estuda a elaboração desse plano. Na praia de Juqueí, também na Costa Sul de São Sebastião, os vazamentos ocorrem com freqüência, o que provoca revolta nos moradores, que prepararam até um abaixo-assinado para ser encaminhado ao Ministério Público, à Sabesp e à Prefeitura.

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