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Especialista não acredita em retardo de mental de Suzane

A oligofrenia, problema mental portado por Suzane von Richthofen, segundo o advogado Pedro José Sperandio Cano Galhardo, é um sinônimo para retardo mental. A pessoa que sofre desse mal teve o desenvolvimento cognitivo interrompido e não consegue tomar decisões por conta própria e acaba se tornando extremamente dependente de outras pessoas. Galhardo entrou com pedido no Tribunal de Justiça de São Paulo solicitando a paralisação do processo em que Suzane é acusada de ter participado do assassinato de seus pais, alegando que a jovem é inimputável devido ao suposto retardo mental."O oligofrênico é facilmente sugestionável. É capaz de fazer uma série de coisas por influência dos outros. Ele, portanto, não seria responsável por seus atos", explica o psicólogo Antônio de Pádua Serafim, coordenador do Núcleo de Psiquiatria e Psicologia Forense do Hospital das Clínicas de São Paulo. Para o psicólogo, no entanto, esse não parece ser o caso de Suzane von Richthofen. "Olhando o caso à distância, parece-me que isso não se aplica a ela. Uma pessoa que estudou Direito, que tem todo um histórico acadêmico, não pode ter retardo mental. Ela pode ter imaturidade emocional, mas não imaturidade cognitiva."A oligofrenia é detectada nos primeiros anos de vida. Pode ser genética ou adquirida. No segundo caso, pode ser causada por problemas durante o parto - que levam a lesões no cérebro do bebê por falta de oxigênio - ou por desnutrição. Com diversos níveis, o retardo mental varia de leve a profundo.JulgamentoSuzane seria julgada ontem, junto com os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos, pelo assassinato de seus pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em outubro de 2002. Os três confessaram o crime. No entanto, o júri, que começaria ontem, no Fórum Criminal da Barra Funda, foi adiado para 17 de julho. O julgamento dos Cravinhos foi adiado primeiro, pois os advogados dos réus, Geraldo e Gislaine Jabur, não se apresentaram, alegando não terem tido tempo de preparar a defesa. O julgamento de Suzane foi suspenso por volta das 16h20, após uma discussão de cerca de duas horas entre seus advogados e o juiz Alberto Anderson Filho. Os defensores da ré pediram que o julgamento fosse adiado, pois consideraram imprescindível a presença de uma testemunha de defesa, ausente do Fórum Criminal da Barra Funda por estar em viagem à Alemanha. Após a negativa do juiz, os advogados da jovem se retiraram do plenário.Após o adiamento do júri, o Ministério Público entrou com pedido de suspensão do direito de Suzane de permanecer em prisão domiciliar. Desde 29 de maio, a jovem está na casa de seu tutor e advogado, Denivaldo Barni. O juiz Já os irmãos Cravinhos, que estavam presos na Penitenciária de Itirapina, continuarão detidos, porém, em alguma unidade carcerária da capital, ainda não definida.

Agencia Estado,

06 de junho de 2006 | 19h25

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