Especialista pede maior participação de empresas

Embora seja um entusiasta da carona, Lincoln Paiva, do projeto Melhorar, sabe que só isso não basta para acabar com o trânsito caótico de uma metrópole como São Paulo. Ele defende maior participação da iniciativa privada. "As empresas são responsáveis por um gigantesco número de carros nas ruas nos horários de pico, com o deslocamento de funcionários e caminhões para distribuição de produtos. Sem sua adesão, dificilmente alcançaremos resultados", diz. "Hoje, fala-se muito em plantar árvores, mas poucos assumem o compromisso de tirar carros das ruas."É o que ele chama de mobilidade sustentável. As empresas podem contribuir adotando iniciativas como horários flexíveis, transporte corporativo, troca da frota por modelos menos poluentes, campanhas para estimular o uso de transporte alternativo, como bicicleta, e até tirar proveito da tecnologia em prol do ambiente. A teleconferência, por exemplo, evita deslocamentos desnecessários para uma reunião.Foi depois da campanha feita pela empresa onde trabalha, a Promon, que a analista de comunicação Vera Lúcia Uva do Amaral, de 39 anos, passou a revezar-se ao volante com duas colegas do escritório que, como ela, moram na região de Taboão da Serra. Quando a carona não dá certo, ela usa o transporte corporativo. A empresa disponibiliza na intranet tanto o itinerário dos ônibus como o de funcionários dispostos a compartilhar a carona, entre outras iniciativas.

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