Especialistas começam a analisar milagres atribuídos à Irmã Dulce

É necessária a comprovação de mais um milagre para que a religiosa, beatificada há dois anos, possa ser canonizada

Tiago Décimo, O Estado de S. Paulo

23 Maio 2013 | 16h26

SALVADOR - Uma série de eventos em Salvador marca, no domingo, 26, as comemorações pelos 99 anos de nascimento de Irmã Dulce e pelos dois anos da beatificação da religiosa, completados na quarta-feira. Conhecida como Anjo Bom da Bahia, a agora Bem-Aventurada Dulce dos Pobres será lembrada com uma procissão, uma missa e com apresentações musicais no santuário da religiosa, localizado no Largo de Roma. A celebração ocorre a partir das 16 horas, com a procissão que sai da Igreja do Bonfim com destino ao santuário.

As comemorações ocorrem no momento em que especialistas começam a estudar quatro dos mais de 1,5 mil relatos de milagres recebidos pela causa para a canonização da religiosa após sua beatificação.

Os casos, ocorridos nos Estados de São Paulo, Ceará, Sergipe e Bahia, são considerados os mais contundentes da intercessão de Irmã Dulce e, caso sejam avaliados como inexplicáveis pelos estudiosos, serão enviados para o Vaticano, para apuração dos peritos. É necessária a comprovação de mais um milagre para que a religiosa possa ser canonizada.

Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, a Irmã Dulce, morreu em 13 de março de 1992, aos 77 anos. Ela ficou conhecida pela ajuda aos pobres, sobretudo na área da saúde. Criou, em 1959, as Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), que hoje promovem 5 milhões de atendimentos por ano a beneficiários do Sistema Único de Saúde (SUS) e a pessoas em situação de risco social. Cinco mil profissionais de saúde trabalham para a instituição.

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