Especulação imobiliária

Carta 19.266Depois da ocupação imobiliária predatória que transformou a Praia de Pitangueiras, no Guarujá, numa Copacabana sem charme, começa a destruição da Enseada. Antes, o limite dos prédios era de 5 andares, mas no fim de semana (carta do dia 5) me surpreendi com o lançamento de duas torres de 21 andares no terreno onde havia uma mansão, na Rua Peru com Vitória Yunnes Estéfano. Um condomínio horizontal na Rua Peru com Av. Miguel Stéfano já foi autorizado, sem contar as pessoas que colocam mesas e cadeiras na praia até 100 m das barracas.ALEXANDRE MACEDO MARQUESMoemaA prefeitura responde:"Pela Diretoria de Controle de Edificações e Uso do Solo e segundo o Plano Diretor aprovado pelo Legislativo em dez/06 (Lei 108/07), é permitida, em zonas de média densidade (caso de alguns trechos da Enseada), a construção de edificações multi-familiares verticais, com alt. máxima de 75 m a partir do nível da rua. O novo plano diretor não mudou o perímetro do zoneamento do plano anterior nem seu potencial construtivo, que é de duas vezes e meia a área do lote. Criou-se nova regra para os recuos laterais, exigindo maior dimensão quanto maior a altura, criando espaços mais ventilados e iluminados. As áreas de baixa densidade da Enseada continuam preservadas. O novo plano diretor pode ser obtido no site da prefeitura, www.guaruja.sp.gov.br, ou retirrado no Paço Municipal, Avenida Santos Dumont, 800." Leia abaixo o comentário do leitor à resposta.Carta 19.267O leitor comentaEstamos diante de mais uma imoralidade nascida de interesses escusos, usuais no Guarujá, nascidos do conluio entre Executivo eLegislativo municipais. No caso, é um jogo de cartas marcadas, alimentado pela especulação imobiliária, que permite a exploração do único espaço urbano que se adequava a essas normas no local. Nada justifica elevar o gabarito usual de 15 a 21 m para 75. Carta 19.268Reciclagem de isoporHá anos separo materiais recicláveis e fiquei entusiasmado ao ler, na coluna de 14/10, que o isopor pode ser reciclado - mas dos ecopontos listados só consegui contato com o Imperador, onde disseram que isopor não é reciclável e que, quando o recebem, jogam fora. RONALDO C. do AMARALCapitalA Secr. de Serviços responde:"Contatamos o Ecoponto Imperador, onde o funcionário em questão, como a maioria da população paulistana, desconhecia os benefícios da reciclagem do isopor. O material (o que poucos sabem) é um plástico que precisa de cuidados especiais para ser reaproveitado. O processo de reciclagem de isopor é uma atividade muito recente no Brasil e, por isso, é pouco conhecida. O Limpurb analisa proposta de confecção de material de caráter educativo para prestar informações aos munícipes, e estendê-lo a órgãos e empresas para divulgar e esclarecer sua reciclagem. Reiteramos a informação de que esse tipo de material faz parte do Programa de Coleta Seletiva no município e pode ser recolhido às centrais de triagem, nos 18 ecopontos em funcionamento, bem como ser coletado pelos caminhões que fazem a coleta seletiva." Desde o começo da troca de calçamento da Paulista, os moradores do entorno estão sofrendo. O pó entra nas narinas, olhos e boca, até nos alimentos ingeridos. O barulho diário das britadeiras fere os ouvidos e causa dor de cabeça, surdez, falta de concentração e nervosismo. No dia 3, liguei para a Cetesb para saber o que fazer, e me responderam: "Faça o que a senhora quiser". Me espanta o descaso de um órgão que se propõe a auxiliar a população nessas questões. Peço que a fiscalização da Cetesb marque um prédio da região e meça a quantidade de poluentes ambientais jogados no ar, para definir um laudo conclusivo sobre essa barbaridade. CRISTINA HANSEN TERRA de SOUZABela VistaA Cetesb responde:"A Diretoria de Controle da Poluição Ambiental contatou a leitora no dia 12. Pedimos desculpas e reforçamos a orientação dos atendentes para melhorar o atendimento. A Cetesb não tem competência para fiscalizar obras de construção civil. No caso, encaminhamos ofício à Prefeitura informando as reclamações recebidas, tendo em vista os inconvenientes causados pela reforma do calçamento da Avenida Paulista."

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