GABRIELA BILO / ESTADAO
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Espírito Santo cobra Samarco por lama de rejeitos no Rio Doce

Duas cidades capixabas - Baixo Guandu e Colatina - terão de cessar a captação da água do rio depois do acidente em Minas

Marco Antônio Carvalho, Enviado especial

09 Novembro 2015 | 22h38

COLATINA (ES) - O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) do Espírito Santo intimou a mineradora Samarco a prestar assistência à população que está sendo atingida pelos efeitos da lama de rejeitos no Rio Doce. Duas cidades capixabas - Baixo Guandu e Colatina - terão de cessar a captação da água do rio para a população depois do acidente em Minas. 

O Iema solicita que a mineradora distribua água potável à população local, além de monitorar a qualidade da água do rio afetado e tornar disponíveis equipes para avaliar os danos a fauna e flora da região. O Estado pede ainda a elaboração de um plano de reparação que seja entregue em 30 dias.

O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), realizou sobrevoo nesta segunda nas cidades que devem ser afetadas pela lama no Rio Doce e disse que se reunirá com o governo de Minas para viabilizar reparos da Samarco ao Estado. "Precisamos tratar dessa questão gravíssima que está causando grande prejuízo ambiental", disse Hartung. 

O governador informou que até 40 caminhões-pipa devem ser postos à disposição da população de Colatina durante a suspensão na captação no rio que abastece a cidade. "Mesmo assim não será suficiente e deve cobrir apenas 20% da população. Reforçamos nosso pedido por economia de água nesse período tão crítico", disse Hartung.

Apesar do problema no abastecimento, o fluxo vindo de Minas não deverá desabrigar famílias no Espírito Santo. Alertas estão sendo feitos desde o fim de semana para a situação, mas o nível do rio não deve subir o suficiente para levar outros transtornos a ribeirinhos.

 

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