Natanael Belmock Novatti
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Espírito Santo: 'O que eu não faço é desistir', diz dona de loja destruída duas vezes pelo temporal

A loja de Carina Caprioli foi atingida duas vezes pela enchente. Ela teve um prejuízo de até R$ 40 mil

Leonardo Augusto, Especial para o Estado

09 de março de 2020 | 05h00

Em menos de dois meses, a loja de Carina Caprioli no centro de Alfredo Chaves, cidade capixaba a 87 quilômetros de Vitória, foi atingida duas vezes pela enchente. Na primeira, em 17 de janeiro, o prejuízo foi entre R$ 30 e R$ 40 mil com as roupas do estoque. “Tentei ir à loja para salvar algo, mas não consegui. Foram duas caminhonetes de roupas sujas pela lama que tirei da loja”, conta ela, de 34 anos, que também perdeu a mobília.Mesmo após o barque, a loja voltou a funcionar após uma semana. "Fui a São Paulo, comprei algumas mercadorias e voltei a funcionar uma semana depois, só com araras móveis.

Aí veio o segundo temporal. “Recebi SMS da Defesa Civil à noite e corri para salvar as roupas. Desta vez consegui, porque já não tinha tanta coisa.” Com a segunda enchente, ela decidiu trabalhar em outro ponto, sem risco de alagamento. “O que não faço é desistir.”

Já o taxista Natanael Novatti, de 29 anos, também foi vítima das chuvas de janeiro no Espírito Santo. Casado e pai de um filho, ficou 20 dias sem poder trabalhar porque as ruas da cidade onde mora, Iconha, a 90 quilômetros ao sul de Vitória, foram destruídas. "O que sustentou a minha família foi a reserva (financeira) que tinha", conta. O município, com cerca de 13 mil habitantes, foi um dos mais atingidos no Espírito Santo pelas chuvas de janeiro.

Novatti conta que ainda hoje a situação em Iconha é complicada. "Muitas pontes ainda não foram reconstruídas." O taxista diz que o movimento melhorou, mas ainda não é perto do que registrava antes das chuvas. "Está tudo voltando muito devagar".

No último dia 29, o Governo capixaba informou ter destinado R$ 100 milhões para reforma e reconstrução de estradas e encostas em municípios afetados pelas chuvas. Outros R$ 10 milhões, ainda segundo o Executivo, foram para reforma e compra de equipamentos e móveis para escolas. Além disso, R$ 70 milhões foram destinados para obras de prevenção em áreas de risco.

 

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