Com água contaminada, Espírito Santo pede apoio do exército

Ao menos três cidades deverão ter dificuldades na captação no Rio Doce, atingido pela lama proveniente de Mariana, em Minas Gerais

Marco Antonio Carvalho, O Estado de S. Paulo

11 Novembro 2015 | 23h36

O governo do Espírito Santo solicitou apoio do Exército e do Ministério da Integração Nacional para enfrentar problemas no abastecimento de água em ao menos três cidades que deverão enfrentar dificuldades na captação no Rio Doce, atingido pela lama proveniente de Mariana, em Minas. 

Os municípios de Baixo Guandu e Colatina,  no Noroeste capixaba, têm como fonte exclusiva de abastecimento a captação no rio que corta a região. A população dessas cidades continuavam recebendo água do Rio Doce nesta quarta-feira, 11, apesar do registro de turbidez acima do comum. 

"O governador Paulo Hartung pediu apoio para as cidades do Espírito Santo no sentido de conseguir equipamentos para garantir o abastecimento emergencial das cidades", informou por nota o secretário de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento do Estado, João Coser. Ele acrescentou que tem cobrado a mineradora Samarco para apoio a cidades capixabas. 

A chegada de uma quantidade concentrada da lama com rejeitos das barragens está prevista para o próximo sábado, quando Baixo Guandu e Colatina  devem suspender a captação no Rio Doce e por em prática planos emergenciais com apoio de caminhões-pipa. Os rejeitos devem também passar por Linhares no fim de semana,  mas oferecendo menos impacto já que a cidade conta com fontes alternativas para oferecer água à população.

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