Esquema da polícia revolta agentes

Policiais rodoviários reclamam de ser obrigados a ficar sozinhos na viatura

Daniela do Canto e Laís Cattassini, O Estadao de S.Paulo

29 de janeiro de 2009 | 00h00

O assassinato do policial rodoviário Erivelton Augusto Zanatelli na Rodovia dos Bandeirantes revoltou colegas de profissão. Policiais ouvidos pela reportagem e que pediram para não ser identificados, por medo de represálias da corporação, não pouparam críticas ao esquema de trabalho. "É um absurdo, uma verdadeira sacanagem um policial rodoviário ser obrigado a trabalhar sozinho", disse um deles. "O pior de tudo é que isso é costumeiro na Polícia Rodoviária. Não era para ser assim, mas normalmente os policiais saem sozinhos nas viaturas", garantiu um colega. Na opinião dos policiais, o patrulhamento deveria ser feito pelo menos em dupla. "Isso garantiria uma cobertura", afirmaram. Em nota, a Assessoria de Imprensa da corporação informou que o policiamento rodoviário tem como missão prestar com excelência os serviços de segurança pública e viária. A nota diz ainda que "um" policial militar "guarnece" uma viatura. No entanto, afirma o texto, o veículo está integrado a um sistema composto de outras viaturas, as do grupo Tático Ostensivo Rodoviário e as motos, além de outras viaturas na rodovia.OUTRA MORTE EM SPNa manhã de ontem, um policial civil foi morto após trocar tiros com um ladrão de carros na Praça da Árvore, na zona sul de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, a vítima chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro do Jabaquara, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O investigador estava acompanhado de outro policial, que nada sofreu. Os dois haviam surpreendido um ladrão que agia no local. Após a troca de tiros, o bandido fugiu com um veículo roubado e ainda não foi localizado pela polícia. O caso foi registrado no 16º Distrito Policial (Vila Clementino).Na segunda-feira, o policial civil Edson Aires Orphanack, de 36 anos, foi morto em um suposto engano por um colega que investigava o tráfico de drogas na região. Orphanack foi baleado na porta de sua casa, no Brás, na região central de São Paulo. O investigador declarou ter se passado por um usuário de drogas e iniciado uma troca de tiros com um traficante da região. Segundo ele, Orphanack passava pelo local no momento e foi atingido. O suspeito está preso na Corregedoria da Polícia Civil.

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