'Está cheio de estradas da morte', diz Serra

Ao criticar modelo federal para rodovias, tucano aponta loteamento político no DNIT

Malu Delgado, enviada especial a Ituiutaba e Pato de Minas, Eduardo Kattah, Belo Horizonte, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2010 | 00h00

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, criticou ontem a situação da malha rodoviária federal do País e apontou loteamento político no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

O tucano se disse favorável à estadualização de BRs - com repasse integral para os Estados dos recursos arrecadados com a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), cobrada sobre o consumo dos combustíveis.

Em entrevista ao programa Minas Urgente, da TV Bandeirantes, o candidato disse que nos últimos oito anos o governo arrecadou por meio da Cide aproximadamente R$ 65 bilhões, mas apenas um terço disso teria sido gasto nas estradas federais. Na avaliação dele, de cada dez estradas federais, oito não têm condições de operar. "Está cheio de estrada da morte por todo lugar", disse.

Para o tucano, o DNIT é um órgão que atua sem planejamento e por critérios puramente político-partidários. Segundo ele, totalmente loteado entre políticos, o órgão "serve para atrapalhar". "A prioridade deixa de ser o interesse nacional, público e passa ser o interesse político daqui ou dali. Isso comigo vai acabar", prometeu. Com10 mil quilômetros de estradas federais, Minas possui a maior malha de BRs do Brasil.

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