Estacionamento: SP tem valor médio

Em ranking com 140 países, capital ficou em 65.º, mas mensalidade aumentou 16% em relação à análise anterior

RODRIGO BRANCATELLI, O Estadao de S.Paulo

18 Julho 2009 | 00h00

Encontrar um estacionamento aberto, achar uma vaga disponível, entregar a chave na mão do manobrista apressado daquele valet suspeito, checar se todos os CDs não foram revirados... Apesar desses e de muitos outros percalços para estacionar o carro em São Paulo, uma pesquisa mundial feita em 140 localidades mostra que os paulistanos pelo menos não podem ainda reclamar do preço. A cidade aparece atualmente como o 65º lugar mais caro para guardar o automóvel, atrás de grande parte das grandes metrópoles, com uma diária média de US$ 15 (cerca de R$ 30). Se for levada em conta a mensalidade dos estacionamentos particulares, a média fica em US$ 140 (ou R$ 280), um aumento de 16% em relação ao último estudo. O levantamento usa como base valores de 2008 e 2009. Entre os lugares mais caros para se parar o carro estão Amsterdã (US$ 70,77), o centro de Londres (US$ 56,68), Viena (US$ 56,62), Haia (US$ 56,62), Oslo (US$ 55,69) e Tóquio (US$ 52,22). Já a mensalidade mais alta fica com o centro financeiro de Londres (impressionantes US$ 1.020,23), seguido pelo bairro West End de Londres (US$ 955,51), Amsterdã (US$ 805,36), Hong Kong (US$ 748,20), Sydney (US$ 587,72) e o centro de Nova York (US$ 550). De acordo com a Colliers Internacional, que fez a pesquisa mundial pelo segundo ano, os preços ficaram praticamente estáveis - a inflação dos preços de estacionamento só foi vista em um grau mais expressivo em localidades da África do Sul, Oriente Médio e América Latina. Para fazer inveja, a cidade de Madras, no sul da Índia, cobra irrisórios US$ 0,96 pela diária. PARTICULARIDADES O que não aparece na pesquisa são as particularidades de São Paulo - como a falta de opções para se deixar o carro em casa, os preços abusivos quando a taxa de estacionamento é cobrada por hora, a escassez de vagas em determinados bairros concorridos e o poder de compra menor do real frente ao dólar e ao euro. "Há muitas diferenças entre as capitais. Em Londres, por exemplo, os preços são bem mais caros porque lá há vários restrições ao automóvel no centro", diz Sergio Morad, presidente do Sindicato das Empresas de Garagens e Estacionamentos do Estado de São Paulo (Sindepark). "Por aqui, cada região tem seu perfil, até mesmo dentro dos bairros há muita diferença de valores e necessidades. Mas acho que, depois de algumas acomodações nas tarifas nos últimos anos, os preços estão estáveis."

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