Estacionar no HC vai custar R$ 8,00

Os visitantes que desejarem estacionar em uma das 944 vagas existentes ao redor dos prédios do complexo do Hospital das Clínicas, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, terão de pagar R$ 8,00 pela primeira hora e R$ 1,00 a cada hora adicional. O estacionamento só será gratuito para os funcionários.O embarque e desembarque de pacientes terá tolerância de 20 minutos. A medida entra em vigor na próxima segunda-feira. Hoje, o estacionamento subterrâneo usado pelos visitantes do hospital custa R$ 6,00 na primeira hora, R$ 2,00 na segunda e na terceira e R$ 1,00 a cada hora adicional, a partir da quarta."A cobrança tem o objetivo de disciplinar o uso do espaço para estacionamento de carros de funcionários, pois não há vagas para todos", destacou o diretor administrativo do complexo do HC, Denoyer de Freitas Ascenção. Dos 12 mil funcionários, 7.500 têm carros.Ascenção explicou que, antes da medida, tinham sido emitidos 6.500 cartões para os funcionários estacionarem seus veículos e havia ainda mil solicitações. "Com isso, o que se via era cerca de 1.200 carros de funcionários, de fornecedores, propagandistas de remédios e visitantes estacionados sobre calçadas e jardins e em filas duplas, dificultando a passagem dos pedestres, principalmente de deficientes físicos", explicou."Caso ocorresse um incêndio em um dos prédios seriam impossível a passagem de um caminhão dos bombeiros." Há três anos, foi contratada uma empresa que elaborou um estudo para encontrar uma solução para "o grave problema de obstrução do fluxo interno, da vulnerabilidade das portarias e da dificuldade no acesso de deficientes e pedestres".O estudo apontou a necessidade de redução de 256 vagas, da instalação de cancelas eletrônicas controladas por softwares inteligentes, nivelamento e asfaltamento de áreas de terra e mudança das guias das calçadas, permitindo um ângulo com curvatura capaz de garantir o acesso de caminhões do Corpo de Bombeiros. A obra foi realizada, ao custo de R$ 3 milhões."O financiamento da obra só seria possível com verba do governo do Estado ou de outro investidor: a saída foi a cobrança pelo estacionamento, com um valor acima do mercado das proximidades", destacou Ascenção. "Nosso objetivo não é arrecadar, mas inibir o acesso de pessoas que não são funcionários."O diretor administrativo informou que foi formada uma comissão com representantes dos funcionários e dos médicos. "Ficou decidido que 50% das vagas serão fixas, conforme hierarquia ou função, e o restante fica para quem chegar primeiro."

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