Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Estadão debate tratamento e cuidados com a asma

Doença, que não tem cura, atinge mais de 6 milhões de brasileiros e pode ser tratada com eficiência

Daniel Fernandes e Felipe Siqueira, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2019 | 09h00

O Estadão realiza, no próximo dia 14 de maio, um fórum para debater a asma. A ideia é tratar a forma como a doença é abordada no sistema de saúde e, também, abordar novas perspectivas para o tratamento. Mais conhecida como bronquite asmática ou bronquite alérgica, a doença é uma inflamação crônica que pode provocar, por exemplo, a obstrução do fluxo de ar do ser humano – em casos mais graves, inclusive, pode haver a interrupção da passagem do ar pelo sistema respiratório. Dado de 2015 do Ministério da Saúde informava que cerca de 6,4 milhões de brasileiros lidam com a doença.

No primeiro bloco do evento, que vai tratar sobre a asma no sistema de saúde, já estão confirmados no debate Rogério Scarabel, que é diretor de normas e habilitação de produtos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Eduardo David Gomes de Sousa, que é analista técnico de políticas sociais da coordenação-geral de atenção especializada do Ministério da Saúde, e Stephen Doral Stefani, presidente da International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research. Na segunda parte do debate, onde o debate será a respeito das novas perspectivas para o tratamento, haverá a participação, entre outros, do diretor de mercado da Sindusfarma, Bruno Abreu, e de Paulo Pitrez, que é coordenador institucional de pesquisa do Hospital Moinhos de Vento. 

O evento ocorre no próximo dia 14 de maio, em São Paulo. O interessado pode fazer a sua inscrição gratuita diretamente na internet por meio deste link.  

Análise

Stephen Stefani, que participará do evento, afirma que, como os gastos da rede pública são mais para conter crises, não há muito espaço para prevenção. "O consumo de recursos e de energias é tão grande para tratamento, para tentar atender os pacientes que usam o sistema, que fica tímida a estratégia para educação e prevenção."

Já para Eduardo David Gomes de Sousa, do Ministério da Saúde, a prevenção na rede pública é feita de maneira mais generalizada, com conscientização sobre higiene pessoal dentro de casa, como não ter acúmulo de poeira, além do acompanhamento feito com quem já tem a doença diagnosticada. De acordo com Stephen, no que diz respeito especificamente ao medicamento, o problema atual é a velocidade da necessidade ser muito maior que a capacidade do sistema de oferecer solução.

Caso pacientes mais graves não consigam o remédio gratuitamente e não tenham dinheiro para comprar em farmácias, Eduardo David Gomes de Sousa explica que qualquer pessoa pode entrar com um pedido no SUS.  "Em tese, esse paciente (mais grave) é coberto com o medicamento que o SUS oferta (seria suficiente)”.

A doença

De acordo com o Ministério da Saúde, vários fatores – ambientais e genéticos – podem gerar ou agravar a asma. Um deles é a exposição à poeira ou ácaros e fungos. O histórico familiar também pode contribuir para o surgimento da doença, assim como rinite e obesidade. A asma não tem cura, mas o tratamento auxilia a atenuar o problema e até mesmo fazê-lo desaparecer ao longo do tempo. Os principais sintomas da doença são: tosse seca, chiado no peito, dificuldade para respirar, respiração rápida e curta e desconforto na região do tórax. 

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