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Estadão Summit Brasil: Poder da sociedade exige ações concretas dos cidadãos

Os palestrantes deram exemplos de ações realizadas em áreas como gestão pública, educação e meio ambiente que podem ser feitas independentemente da formação e até da idade

Fabiana Cambricoli e Fernanda Boldrin, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2019 | 18h16

Para que a sociedade fortaleça seu poder, não basta uma postura crítica às estruturas políticas tradicionais. Embora as queixas e reivindicações sociais sejam importantes, é necessário que a sociedade tenha, acima de tudo, uma postura propositiva e que os cidadãos realizem ações concretas frente aos seus desejos de mudança. É o que defenderam os três convidados do painel o Poder da Sociedade no Estadão Summit Brasil - O que é Poder?, que ocorre nesta quarta-feira, 30, no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Os palestrantes deram exemplos de ações realizadas em áreas como gestão pública, educação e meio ambiente que podem ser feitas independentemente da formação e até da idade.

Um dos relatos foi o da adolescente Catarina Lorenzo. Com apenas 12 anos, ela esteve em Nova York neste ano para a cúpula do clima das Nações Unidas, onde, junto a outras crianças e adolescentes de todo o mundo, denunciou as iminentes consequências do processo de aquecimento global.

Ela disse que tudo começou com uma experiência pessoal. Surfista e moradora de Salvador, percebeu um dia que corais do mar que frequenta estavam danificados e a temperatura da água, muito alta. "Depois aprendi na escola sobre mudanças climáticas e tudo fez sentido. Já estamos vivendo essas consequências e, não importa que eu tenha só 12 anos, eu sei o que estou falando, sou eu que estou vivendo. Se nada for feito a partir de agora, no futuro não teremos o que fazer", ressaltou.

Além de participar de protestos, Catarina tem um grupo de "guardiões" do litoral e tem atuado como voluntária no recolhimento do óleo vazado na costa do Nordeste nas últimas semanas.

Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo e cofundadora do movimento de renovação política 'Agora', também participante do painel, concordou que é preciso "arregaçar as mangas" na busca de soluções. "A gente, como sociedade, tem que entender o momento de nos colocar em serviço. No 'Agora', temos na nossa carta compromisso que todos os membros têm que dedicar pelo menos dois anos ao serviço público. Quem está em situação de privilégio tem que colocar a mão na massa. O País é nosso, a gente tem que arregaçar as mangas e fazer", defendeu.

Como secretária estadual, ela destacou a importância de investir em empreendedorismo, ciência e tecnologia, inovação e formação técnica.

Em referência ao movimento 'Agora', Patricia Ellen diz que a iniciativa surgiu justamente com o intuito de trazer a sociedade para o âmbito do poder.  "A gente se coloca como o exemplo que queríamos ver", conta.

Para João Marcelo Borges, diretor de estratégia política da ONG Todos Pela Educação e outro integrante do painel, as ações da sociedade devem, preferencialmente, focar em problemas concretos em vez de privilegiar bandeiras genéricas. 

"Nosso primeiro produto como Todos pela Educação, em 2007, foi definir metas públicas para o Brasil alcançar em termos de alfabetização, aprendizagem. "Precisamos superar debates ideológicos, que não estão ligados à realidade brasileira", destacou. "Para além dos indivíduos, as organizações da sociedade civil têm um papel crescente não só de influenciar e pautar o debate, mas de gerar conhecimento."

 

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