Estado de americana atingida por explosão de bueiro no Rio é estável

Sarah Nicole Lowry teve 80% da superfície do corpo queimado quando um bueiro da rede elétrica explodiu em Copacabana; seu marido também foi atingido, mas passa bem

da Sucursal do Rio

01 de julho de 2010 | 18h47

RIO - O quadro de saúde da americana Sarah Nicole Lowry, de 28 anos, que teve 80% da superfície do corpo queimada na explosão de um bueiro da rede elétrica em Copacabana, na zona sul do Rio, evoluiu bem e era estável ontem. "Pela extensão da queimadura, estatisticamente é uma paciente com grave risco de morte, mas no caso específico dela, em que não há lesão no pulmão, a maioria das queimaduras não é de 3.º grau (nível mais profundo) e por ser uma paciente jovem, o quadro é favorável", disse ontem o cirurgião plástico Marco Aurélio Pellon, chefe da Unidade de Tratamento de Queimados da Clínica São Vicente.

 

A maioria das lesões é de 2.º grau (média profundidade). Segundo o médico, a cicatrização deverá ocorrer em até 45 dias. Diariamente é feita uma limpeza das áreas afetadas do corpo para tirar toxinas e evitar infecção. "É uma paciente estável e potencialmente sem risco de morte no momento. Tenho uma perspectiva positiva, ela está evoluindo bem. Mas nada nos garante 100%", observou. Há uma pequena parcela de lesões de 3.º grau no braço direito, nas costas e nos seios. Nesse caso, poderá haver necessidade de cirurgia.

 

Estava prevista para o fim da tarde de ontem a chegada de parentes dos EUA. Sarah está internada com o marido, o também americano e pesquisador David James Mclaughlin, de 31, que teve 35% do corpo queimado no mesmo acidente. Ele está fora de perigo. "Os dois estão falando e se alimentando. A preocupação deles é muito consciente. Ele se preocupa com ela, e ela com ele. Estão calmos", relatou o cirurgião. Sarah está lúcida, sem aparelhos para respirar e se alimenta normalmente, mas é sedada para a troca de curativos. Os dois são pesquisadores de Ohio. David desenvolvia uma pesquisa sobre hip-hop no Brasil. Um professor da USP visitou o casal ontem. Os dois procuravam um apartamento no Rio para aprofundar o trabalho.

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