Estado distribui preservativos nas escolas de samba de SP

35 mil kits serão entregues numa ofensiva que tentará não dar espaço às doenças sexualmente transmissíveis

28 de janeiro de 2008 | 14h09

Confete, serpentina, disposição e... camisinha. Para um carnaval completo e sem problemas, esses são os ingredientes recomendados pelos especialistas. A contagem regressiva para a festa de Momo já começou e, a partir desta segunda-feira, 28, os foliões de São Paulo vão a receber preservativos e alertas sobre os perigos do sexo sem proteção. No total, serão 35 mil kits distribuídos pela Secretaria Estadual de Saúde em quadras de escolas de samba e rodovias. A ofensiva tem o objetivo de não dar espaço na folia para as doenças sexualmente transmissíveis (DST). "O carnaval está muito associado à festa, bebida e sexualidade. Não há um estudo científico para saber se as pessoas namoram mais nesse período. Mas sabemos que a população fica mais aberta para receber informações sobre o sexo. Por isso, aproveitamos para bombardear instruções", afirma Artur Kalichman, coordenador adjunto do Programa Estadual de DST/Aids. A primeira agremiação do samba que vai receber as camisinhas é a campeã de 2007, a Mocidade Alegre. Ainda fazem parte do circuito da proteção as escolas Império de Casa Verde, a Mancha Verde, a Vai-Vai e a Gaviões da Fiel. Os participantes que já estão esquentando os tamborins para os desfiles no Anhembi serão informados sobre a importância da camisinha, como as doenças são transmitidas e também como não se pega o vírus HIV. Outros 20 mil kits serão distribuídos em uma das praças de pedágio da Rodovia dos Bandeirantes, uma das mais movimentadas do Estado. Também foi programada a entrega de 5 mil kits durante o desfile das escolas de samba do Grupo Especial, no Sambódromo. Seja em tempo de festa ou não, a Aids não dá trégua, inclusive para quem não gosta de samba e nem pensa em pular Carnaval. Apenas no ano passado, alerta a Organização das Nações Unidas, 2,5 milhões de pessoas contraíram a doença no mundo. Segundo os dados do Estado de São Paulo, 151 mil paulistas foram infectados desde a década de 80. Desse total, 80 mil morreram em decorrência da doença. Outro alerta é que não há um grupo mais suscetível. Estudo do Ministério da Saúde mostra que mulheres casadas, meninas e jovens gays aparecem cada vez mais nas estatísticas de novos casos de Aids.

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