Estado do Rio é condenado a pagar tratamento para mulher que ficou cega em protesto

Publicitária já fez duas cirurgias e deve ter que usar uma prótese; custo do tratamento pode chegar a R$ 100 mil

Fábio Grellet,

08 de agosto de 2013 | 18h07

Atualizada às 18h41

RIO - A juíza Alessandra Cristina Tufvesson Peixoto, da 3ª Vara da Fazenda Pública do Rio, determinou que o Estado do Rio pague o tratamento de saúde da publicitária Renata da Paz Ataíde, de 26 anos, que perdeu a visão do olho esquerdo ao ser atingida por fragmentos de uma granada durante um protesto promovido em 20 de junho no Centro do Rio. A decisão, liminar, foi anunciada na última terça-feira, 6. Cabe recurso, mas o governo do Rio informou que não vai recorrer.

Renata é de Belém (PA) e se mudou em janeiro para o Rio, onde frequenta um curso de pós-graduação. No dia 20 de junho, foi à manifestação com amigos. Quando começou o confronto entre manifestantes e policiais, ela tentou se afastar da confusão, mas acabou atingida por fragmentos de uma bomba supostamente lançada por policiais militares. Ela perdeu a visão do olho, já fez duas cirurgias e deve ter que usar uma prótese. O tratamento pode chegar a custar R$ 100 mil.

"Havendo indícios mínimos da prova da causalidade necessária ao reconhecimento da responsabilidade atribuída ao réu (o Estado do Rio), e farta prova do dano causado à autora, defiro a medida pretendida, para que não lhe advenham danos pelo tempo de duração do processo, considerando a lesão a sua saúde e a relevância deste bem jurídico tutelado", afirma a juíza, na sentença.

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