Estado e município se acusam

Tratado outrora como vitrine do governo estadual, Nova Sepetiba agora faz parte do jogo de empurra entre o Estado e o município. A Companhia Estadual de Habitação (Cehab), que na época da inauguração do conjunto habitacional prometia acompanhar de perto a vida dos moradores, agora quer dividir responsabilidades com a prefeitura e afirma que concessão de linhas de ônibus, iluminação e coleta de lixo são de responsabilidade do município. Por sua vez, a prefeitura diz que realiza apenas a coleta de lixo, pois o Estado sempre tratou o conjunto habitacional como um "condomínio fechado". Os tempos de promessas passaram. Em 2001, o então governador Anthony Garotinho planejava construir 10 mil casas e apontava Nova Sepetiba como um futuro oásis da zona oeste com fartura de empregos com a revitalização no novo Porto de Sepetiba. Hoje, sem vagas no porto, os moradores sofrem com o alto custo da passagem para lutar por um emprego no centro do Rio. O prometido ônibus a preço popular, a R$ 2,10, não prosperou. Ir de Nova Sepetiba ao centro custa R$ 4,20 e uma espera de cerca de uma hora. Segundo o Conselho Tutelar de Santa Cruz/Sepetiba, o Nova Sepetiba é um dos focos de prostituição infantil da região.

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