Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Estado e Prefeitura de Suzano discutem projetos para atender Raul Brasil e prevenir novos casos

Em Suzano, o secretário da Educação, Rossieli Soares, disse que o governo está preparando iniciativas para identificar e prevenir o bullying e a violência nas escolas

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2019 | 12h50

SUZANO - O secretário da Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, disse que o governo está preparando iniciativas para identificar e prevenir o bullying e a violência nas escolas de Suzano.

Segundo ele, especialistas do governo federal e do governo do Estado começarão a discutir formas de apoiar a escola Prof. Raul Brasil e “como essas experiências podem ser refletidas para todo o Estado”. “Nós vamos ouvir especialistas em segurança pública, especialistas de universidades, muitas pessoas em relação a isso, inclusive os nossos próprios profissionais que estão dentro das escolas.”

As medidas seriam voltadas a escolas com índice de maior vulnerabilidade, como vigilância eletrônica, policiamento. “Mas essa não é a principal, nem mais efetiva ação”, disse. “Nós tivemos um problema de segurança diferenciado nas escola. Esse aqui vem de um problema mais sério, que vem lá da raiz, e gente precisa identificar esse problema para que a gente possa dar suporte a esses alunos.”

Dentro disso, envolve um trabalho dentro das escolas, com funcionários, para identificar possíveis casos de bullying.

“Acho que tem uma série de coisas que poderiam evitar essa tragédia. Se a gente soubesse lá, dois, três anos atrás, o perfil desse menino, das dificuldades, se ele realmente sofria bullying, que tipo de bullying, e dentro de casa, se alguém da família pudesse ter nos alertado. Isso não é um problema exclusivo da escola Raul Brasil, mas é problema nosso, de sociedade.”

Já o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi, diz estar discutindo com o Estado um projeto para que policiais da reserva ganhem uma espécie de bolsa para trabalhar na área administrativa de escolas. A ideia é voltada para “policiais com ficha limpa”. “Se depender de mim, sai mês que vem.”

“É um momento difícil para a cidade. essa noite a gente nem conseguiu dormir. Acho que vários pais,  mesmo de outras família, outras escolas, não conseguir dormir.”

“Eu estive com o ministro da Educação, ele veio aqui na cidade, estive com o secretário do nosso Estado, falei com o governador Doria, falando de todo esse tormento que a gente tem que sentar e rever.”

Segundo ele, são necessárias medidas em duas frentes nas escolas da cidade, tanto municipais quanto estadual. Ele também fala da instalação de um kit simples de monitoramento, mas disse que o alicerce é atender às crianças que precisam de algum apoio social. “É super importante o preventivo, pode identificar crianças que precisam de apoio psicológico.”

“As merendeiras da escola. Podia ter sido melhorzinha fizeram barricada na cozinha e salvar as crianças.”

Fechada até sexta-feira, a Raul Brasil deve reabrir na segunda-feira, com um “trabalho diferenciado” com alunos e funcionários com o apoio de psicólogos. “Que o Raul Brasil seja um exemplo de mudança”, diz.

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