'Estado' erra ao divulgar informação dos bombeiros que davam desaparecidos em Mariana como mortos

Comandante esclareceu que foram dados como mortos os desaparecidos que teriam sido vistos sendo soterrados

O Estado de S. Paulo

06 Novembro 2015 | 16h51

O comandante do Corpo de Bombeiros Civis de Mariana, Adão Severino Junior, havia informado, na noite desta quinta-feira, 5, à reportagem do Estado a morte de 17 pessoas no rompimento das barragens da empresa Samarco, em Mariana, conforme divulgou o jornal. 

Na manhã desta sexta-feira, 6, o comandante esclareceu que foram dados como mortos os desaparecidos que teriam sido vistos sendo soterrados. "Nossa equipe chegou a visualizar partes de corpos soterrados, sem chance de estarem com vida. Mapeamos as áreas onde estão os corpos com base nessas informações e na de familiares que conseguiram escapar", disse nesta sexta. 

O diretor de Controle de Emergências da Defesa Civil de Minas Gerais, capitão Paulo Montezano, disse que ainda é impossível determinar o número de vítimas do rompimento das barragens. Segundo ele, em razão do grande número de equipes trabalhando no resgate e atendimento às vítimas, os números são imprecisos e pode haver conflito nas informações. 

Como a prioridade é resgatar pessoas que ainda estão ilhadas e buscar possíveis sobreviventes, o procedimento adotado em relação às mortes será a divulgação após o resgate e identificação das vítimas. Até agora, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, confirmou a existência de um morto e 13 pessoas desaparecidas, provavelmente soterradas. Todas seriam funcionários da Samarco.     

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