'Estado' faz hoje debate com vices

Michel Temer (Dilma), Antonio Índio da Costa (Serra) e Guilherme Leal (Marina) vão responder a perguntas de leitores

, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2010 | 00h00

Antonio Índio da Costa (DEM), Guilherme Leal (PV) e Michel Temer (PMDB), que almejam a Vice-Presidência do Brasil, têm encontro marcado hoje, às 10 horas, no Grupo Estado. Os três políticos participarão de um debate que será transmitido ao vivo pela TV Estadão.

 

Atual presidente da Câmara, Temer é o candidato a vice de Dilma Rousseff (PT). O deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ) compõe a chapa do tucano José Serra. O empresário Guilherme Leal, um dos proprietários da empresa de cosméticos Natura, é o parceiro de Marina Silva (PV). Eles se envolveram em polêmicas logo no início da campanha eleitoral.   No Estado serão sabatinados por diversos jornalistas do grupo. Leitores e internautas poderão enviar perguntas.

 

O encontro será mediado pelo jornalista Roberto Godoy. A Rádio Eldorado também trará flashes para os ouvintes e os principais momentos do debate serão publicados da edição do Estado de amanhã.

 

Índio da Costa já provocou reações de petistas e dentro de sua própria campanha ao associar o PT às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao narcotráfico. O deputado fez a afirmação em entrevista a um site do próprio PSDB, criado para incentivar a mobilização de militantes.

Dias depois, o candidato José Serra endossou o que seu vice declarou, com uma ressalva: "A ligação do PT é com as Farc. Todo mundo sabe, tem muitas reportagens, tem muita coisa. Apenas isso. Agora, as Farc são uma força ligada ao narcotráfico, isso não significa que o PT faça o narcotráfico." A direção do PT ajuizou ação por danos morais contra Índio da Costa.

Empolgado com a aliança e com a campanha, Temer - em terceiro mandato na presidência da Câmara - provocou tensão e críticas no reduto petista ao admitir que o PMDB quer "partilhar o governo".

Em almoço com ministros e senadores em Brasília, o deputado disse: "A partir da partilha do pão que, ora aqui fazemos, nós queremos partilhar o próximo governo da Dilma".

Diante da reação à sua declaração, o peemedebista tentou minimizar o fato, afirmando que era preciso, primeiro, partilhar esforços para vencer a eleição de outubro. Depois de anos ao lado de tucanos, Temer é fiador da primeira aliança eleitoral oficial entre o PMDB e o PT.

Desconfortável com a vida de político, o empresário Guilherme Leal se viu obrigado a dar explicações públicas sobre uma propriedade que possui na Bahia. Fiscais do Ibama haviam pedido informações sobre a situação de investimento de Leal na Fazenda Urucuca, sul da Bahia.

Daí surgiram ilações de que Leal era acusado de crime ambiental, mas partiu do próprio Ibama a declaração oficial de que todas as obras feitas pelo candidato a vice na chapa de Marina em sua fazenda têm anuência do órgão e devidas autorizações legais.

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