Estado quer ajuda para ampliar combate à miséria

Secretário de Alckmin pediu à ministra Tereza Campello verba para projetos sociais como [br]o Renda Cidadã

Roldão Arruda, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2011 | 00h00

O governo de São Paulo quer apoio financeiro do Ministério do Desenvolvimento Social para a ampliação de programas desenvolvidos pelo Estado na área de combate à miséria. O secretário de Desenvolvimento Social, Paulo Alexandre Barbosa, tratou do assunto ontem em Brasília, durante encontro com a ministra Tereza Campello.

No início da reunião ele fez uma apresentação dos programas paulistas, entre eles o Renda Cidadã, que tem estrutura semelhante à do Bolsa Família, e o Ação Jovem. Também falou dos planos do governador Geraldo Alckmin (PSDB)de expandir os programas e procurou estabelecer paralelos entre as preocupações dele e as da presidente Dilma Rousseff, que assumiu prometendo erradicar a miséria.

Barbosa também manifestou disposição de desenvolver atividades em conjunto com o governo federal. Uma delas seria a melhoria do cadastro de famílias utilizado para a definir as ações do Desenvolvimento Social.

Em entrevista ao Estado, o secretário disse que o apoio do governo federal aos programas paulistas seria uma forma de retribuição à contribuição que o Estado dá para os cofres federais. "Quase 41% da arrecadação federal sai de São Paulo", disse.

A ministra disse ao secretário que, por enquanto, não pode dar resposta às suas reivindicações. Explicou que ainda está preparando o plano de combate à miséria solicitado por Dilma e, só depois de sua aprovação, é que poderá analisar o pedido. Ela não descartou, segundo relato do secretário, a possibilidade de trabalhos sociais conjuntos entre Estado e governo federal.

As metas sociais de Alckmin são ambiciosas. No caso do Ação Jovem, que atende pessoas na faixa de 15 a 24 anos, o número de beneficiários passaria dos atuais 91 mil para 200 mil, até o fim deste ano. No caso do Renda Cidadã passaria de 133 mil para 185 mil beneficiários. Apesar das metas estabelecidas, Alckmin ainda não definiu de onde virá o dinheiro. Foi por isso que Barbosa visitou ontem a ministra.

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