'Estado' tenta ouvir secretário desde terça-feira

O Estado tenta falar com Romeu Tuma Júnior desde terça-feira. Na véspera da publicação da primeira reportagem sobre as gravações, o jornal em contato com a assessoria do Ministério da Justiça e, por telefone, antecipou as informações que seriam publicadas, sublinhando a necessidade de o secretário se manifestar. A pedido da assessoria, 15 perguntas foram enviadas por e-mail. A assessoria do ministério limitou-se a enviar uma nota curta, na qual dizia não haver investigação sobre Tuma Júnior, que teria apenas sido gravado em conversas com alguém sob monitoramento da Polícia Federal. As perguntas não foram respondidas. Nos dois dias seguintes, repórteres do Estado mantiveram plantão em frente ao gabinete de Tuma Júnior, no Ministério da Justiça. Na quarta-feira, abordado antes de um evento oficial, ele prometeu dar uma entrevista coletiva que acabou não ocorrendo. Tuma Júnior disse que, antes de se manifestar, preferia conhecer o teor do inquérito. À noite, abordado novamente num dos corredores do ministério, ele disse que não falaria ao Estado. Já na quinta, um repórter do Estado passou mais de 10 horas no Ministério da Justiça na tentativa de falar com Tuma. Novamente, sem sucesso. Ontem, por telefone, Tuma foi novamente procurado. Sua assessoria de imprensa informou que, "por enquanto", ele não pretende dar entrevista ao Estado.

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