Estado usa muito a Justiça e nada paga, ataca entidade

Dois meses de férias, privilégio da toga, são necessários, na avaliação do desembargador Nélson Calandra. "O sistema tem de ser mantido. Há um estudo médico que recomenda 60 dias de férias. Há duas semanas uma colega morreu em audiência. Temos peculiaridades que outras profissões não têm."

Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

30 Novembro 2010 | 00h00

Para Calandra, "não é tomando férias do juiz que o Judiciário e a sociedade vão melhorar". Ele clama por mais investimentos no Judiciário. "O governo federal e o dos municípios são os maiores usuários dos nossos serviços e não pagam nada. É só verificar, 100% da dívida pública quem cobra é o Judiciário." Ele diz que os juízes têm um sentimento de frustração e aponta para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). "O juiz faz mais do que pode e vive essa angústia de ter de cumprir várias metas do CNJ.

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