Estado vai investigar agentes penitenciários para deter PCC

Pressionados pelas mortes de colegas e por constantes ameaças dos detentos, os agentes penitenciários serão o próximo alvo da ofensiva do Estado contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). O Grupo de Atuação Especial Regional para Repressão do Crime Organizado (Gaerco), de Presidente Prudente, a 580 quilômetros de São Paulo, requisitou às delegacias e unidades prisionais da região oeste do Estado todos os inquéritos policiais e administrativos que apuram facilitação de funcionários na entrada de armas, drogas e celulares nas cadeias.Conforme a gravidade do caso e o histórico do funcionário, os promotores cogitam mover contra eles ações por improbidade administrativa. Prisões não estão descartadas. A suspeita de que há servidores a serviço do crime foi reforçada pelos depoimentos das advogadas Valéria Dammous e Libânia Catarina Fernandes Costa, presas na quarta-feira por suspeita de ligações com o PCC.As advogadas admitiram pagar de R$ 200,00 a R$ 5 mil, conforme a unidade prisional, para obter ajuda dos agentes.Enterro - Hoje o carcereiro Gilmar Francisco da Silva, de 39 anos, foi enterrado no Cemitério Dom Bosco, em Perus, SP. Ele foi assassinado ontem (29) à noite, no bairro do Jaraguá, com oito tiros. A polícia descobriu que ele vinha sendo ameaçado por vizinhos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.