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"Estado vai se lembrar deste dia", diz líder preso do PCC

Adílson da Silva Biga, o Nego Diu, entrou hoje na sala do Deic onde estavam outros líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e disse aos delegados, em tom de ameaça: "O Estado vai se lembrar deste dia". A cúpula do PCC foi surpreendida pela ação da polícia. Todos os líderes presos foram retirados das penitenciárias em que estavam e levados à sede do Deic, em São Paulo, onde serão interrogados e indiciados por vários crimes.A polícia descobriu, por exemplo, que a onda de atentados contra fóruns no estado teve como principal mandante César Augusto Roris, o Cesinha. As conversas telefônicas gravadas pela polícia mostram que, enquanto estava no presídio de Bangu 1, no Rio, ele comandou atentados aos fóruns de Osasco e de Guaianazes. Também estaria ligado ao atentado frustrado no fórum da Barra Funda, na zona oeste de SP, onde 40 quilos de explosivos foram deixados, sem explodir, num carro no estacionamento.Ele é o mandante do atentado contra o agente penitenciário Ronaldo Zedan, da Penitenciária de Avaré, onde estava José Márcio Felício, o Geleião, também do primeiro escalão do partido. O atentado foi uma resposta à disciplina rígida da prisão. Zedan recebeu três tiros em 11 de abril e sobreviveu.Segundo policiais, Cesinha ordenou a invasão da delegacia de Sumaré em março. Na ocasião, dois policiais morreram. A intenção do PCC era demonstrar força e assustar a polícia. As mortes ocorreram porque enquanto a quadrilha estava na delegacia, passou uma Blazer da polícia, que assustou os bandidos.Cesinha determinou a dois presos do Centro de Detenção Provisória de Belém, zona leste da capital, que matassem Dionísio Aquino Severo. Ele havia sido recapturado, após ter fugido de helicóptero da Penitenciária Parada Neto, em Guarulhos. Ele teria sido morto por simpatizar com a facção criminosa Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade (CRBC), rival do PCC.

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