Wilton Júnior/AE
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Estados Unidos querem acelerar emissão de vistos para brasileiros

País quer conceder 1,8 milhão de vistos em 2013, mais do que o dobro registrado em 2010

Gustavo Chacra , correspondente de O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2011 | 23h19

NOVA YORK - Os Estados Unidos pretendem emitir 1,8 milhão de vistos para brasileiros em 2013, mais do que dobrando o total de 2010, de 820 mil. Segundo o Departamento de Estado, o objetivo é atrair cada vez mais turistas de mercados emergentes como o Brasil e a China para visitarem o país.

"Neste ano, já emitimos 35% mais vistos para a China e 44% mais para o Brasil. Isso tem um tremendo impacto para a economia e a criação de empregos nos Estados Unidos", disse Ed Ramotowski, diretor dos Serviços de Visto do governo americano.

De acordo com Donald Jacobson, ministro-conselheiro do governo americano para assuntos consulares no Brasil, "o crescimento na demanda por vistos se deve à robusta economia brasileira. O real está forte em relação ao dólar e os brasileiros têm vindo aos EUA para visitar a Disney e fazer compras".

O Brasil, depois da China, é o segundo país com maior demanda para visto. No último ano, os EUA emitiram 7,5 milhões de vistos em todo o mundo, em um crescimento de 17% em relação ao anterior, de acordo com dados do próprio Departamento de Estado americano.

A parcela de pessoas que entram nos EUA com visto representa 35% do total. Dois terços dos visitantes vêm de países como Canadá e Inglaterra, onde cidadãos não precisam tirar vistos para visitar cidades americanas. Para atender à enorme demanda em lugares como São Paulo e Pequim, o governo americano planeja enviar mais cem funcionários para China e Brasil no próximo ano.

"Precisamos ter certeza de que nossos oficiais sejam capacitados e bem treinados. Eles precisam entender a lei de imigração americana e ter uma familiaridade cultural para tomar boas decisões. Além disso, no Brasil e na China, nossos funcionários costumam ter fluência em português e mandarim", acrescentou Ed Ramotowski.

Jacobson, ministro-conselheiro para assuntos consulares do governo americano, disse que o Departamento de Estado enviou especialistas ao Brasil para estudar uma ampliação das instalações. "O tempo de espera para um visto não é tão baixo quanto na China, mas estamos trabalhando para melhorar", disse.

Em outubro, os EUA emitiram 90 mil vistos no Brasil, um crescimento de 67% em relação ao mesmo mês de 2010. Uma das medidas para acelerar a emissão de vistos foi a abertura dos postos consulares aos sábados para atender à demanda. Dois senadores apresentaram projeto de lei para dar direito de residência a estrangeiros que investirem mais de US$ 500 mil (R$ 870 mil) em propriedades nos EUA.

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