''Estamos atento a denúncias de currais eleitorais'', diz procuradora

A comunidade de Rio das Pedras, na zona oeste, tem mais de cem mil habitantes e é considerada o berço das milícias no Rio. Nos últimos anos, o bairro é sacudido por uma guerra pelo controle das atividades paramilitares.

, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2010 | 00h00

Mesmo assim, o presidente da associação de moradores, Jorge Panaro, diz que não há milícia no local. Ao ser questionado sobre o trabalho de Marcelo Freixo, o líder comunitário ataca: "Esse homem é um FDP. Um desocupado que sacaneou um monte de gente aqui. Vê se ele entra aqui. Pode até vir, mas não me peça para resguardar sua segurança."

Na comunidade Gardênia Azul, em Jacarepaguá, de onde saiu o sargento bombeiro e vereador Cristiano Girão (PMN), preso há 10 meses acusado de ser o chefe da milícia local, as ameaças a Freixo são ridicularizadas.

Na Carobinha, dominada pela Liga da Justiça, material de campanha de diversos partidos está espalhado pelas ruas. Apesar da prisão dos líderes da quadrilha, o ex-deputado Natalino Guimarães (ex-DEM) e o ex-vereador Jerominho (PMDB), moradores dizem que os paramilitares continuam a dominar o local.

"Está cada vez mais difícil acompanhar a movimentação deles, mas estaremos atentos a denúncias de currais eleitorais em comunidades carentes", ressaltou a procuradora regional eleitoral do Rio, Silvana Batini.

Pelo menos três políticos citados no relatório da CPI das Milícias tentam se eleger: Jorge Babu (PTN), Luiz André Deco (PR) e Nelson Ruas dos Santos (PSC).

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