''Estamos cuidando de 2012'', avisa o vice-presidente

AGÊNCIA ESTADO

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2011 | 00h00

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), admitiu ontem que a prioridade do PMDB é a eleição municipal de 2012, mas que o partido buscará alianças com o PT onde for possível. "Vamos tentar sempre uma aliança PT-PMDB. Se não for possível no primeiro turno, no segundo turno", afirmou o vice-presidente, antes de proferir aula magna na Universidade Presbiteriana Mackenzie, na capital.

De acordo com Temer, que se licenciou da presidência do PMDB, o candidato do partido para a Prefeitura de São Paulo deve ser mesmo o deputado federal Gabriel Chalita, que deixará o PSB para se filiar à sigla no início de junho. Ele descartou a possibilidade de Chalita ser vice numa chapa com o PT.

Ter candidato próprio, enfatizou Temer, é prioridade do partido. "Estamos cuidando de 2012, onde queremos eleger o maior número de prefeitos", disse.

Skaf. Questionado sobre a possibilidade de o PMDB paulista optar pela candidatura de Paulo Skaf, presidente da Fiesp - recém ingresso na sigla -, à Prefeitura, Temer apenas salientou que o empresário terá papel importante para formular as políticas econômicas a serem defendidas pelo PMDB nas campanhas eleitorais. "Ele (Skaf) terá um papel relevantíssimo na cúpula nacional do PMDB." Segundo o peemedebista, dependendo das circunstâncias políticas em 2014, Skaf poderá ser lançado pelo partido ao governo de São Paulo. "É um nome que pode ser preparado", afirmou.

O evento de filiação de Skaf, na última quarta-feira, foi realizado em Brasília e contou com a presença da cúpula peemedebista. O fortalecimento do PMDB em São Paulo é estratégia crucial da legenda, articulada pelo próprio Temer, para o enfrentamento com o PT em várias outras cidades do País.

Reforma política. Durante a aula magna na universidade, o vice-presidente debateu a reforma política. Temer voltou a defender a aprovação de uma proposta que cria um sistema misto de eleição, com voto em lista e voto majoritário. O PT é contra o voto majoritário, apelidado de "distritão".

Michel Temer também concordou com a possibilidade de o voto distrital ser aprovado para municípios com mais de 200 mil habitantes.

"Acho que a reforma política já amadureceu e que é provável aprová-la", disse, apesar do pessimismo em relação à votação de uma reforma no Congresso.

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