''Estamos longe de saber o que aconteceu''

As investigações do BEA indicam que a aeronave estava em condições plenas de voar, no momento da partida, no Rio, e apresentava apenas um defeito nos painéis de rádio - o que não provocaria "nenhuma consequência operacional no voo", garante o relatório oficial. Instantes após a decolagem, duas mensagens automáticas Acars indicavam que havia também um defeito "sem importância" nos toaletes, que foram totalmente desconsideradas. O investigador responsável pelos trabalhos, Alain Bouillard, ressaltou que existem detalhes que só serão conhecidos se as caixas-pretas forem encontradas. Na ausência delas, é possível que jamais se chegue a uma explicação completa sobre as causas do acidente no Atlântico. "Estamos bem longe de compreender o que aconteceu", admitiu. A busca pelo sinal sonoro emitido pelas caixas-pretas se encerrará daqui a exatamente uma semana, no dia 10, conforme o BEA, dez dias após o tempo máximo em que a bateria dos equipamentos funciona. As buscas por destroços, no entanto, vão continuar até o dia 15 de agosto. A expectativa é de se poder localizar mais peças importantes do avião e eventualmente as caixas-pretas, por meio da colaboração de robôs submarinos. Essa peças, mesmo pequenas, podem ser fundamentais na análise final.

Lúcia Jardim, O Estadao de S.Paulo

03 Julho 2009 | 00h00

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