TV Estadão | 16.06.2015
TV Estadão | 16.06.2015

Joaquim Barbosa se posiciona contrário à redução da maioridade

'Estão brincando com fogo', disse o ex-ministro do Superior Tribunal Federal em sua conta no Twitter

Carla Araújo e Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2015 | 22h56

BRASÍLIA - O ex-ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa manifestou-se na noite desta terça-feira, 30, contrário à redução da maioridade penal, que está sendo debatida nesta noite no Plenário da Câmara dos Deputados. Pelo Twitter, Barbosa afirmou que apoia "integralmente" a posição do governo federal. "Estão brincando com fogo", afirmou.

Segundo Barbosa, quem conhece as prisões brasileiras "não apoia essa insensatez". "A violência já é uma das marcas do Brasil. Estão adicionando um poderoso combustível a essa violência. Aguardem", escreveu o ex-ministro. 

Ele disse ainda que ao visitar um centro de "confinamento de menores" do Nordeste presenciou "umas das mais chocantes cenas de horror da minha vida". Barbosa criticou a postura do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), e disse que é preciso desconfiar "dos propósitos e da ideologia dessa maioria parlamentar que quer impor a sua agenda ao nosso País".

"Por falar em "maioria" parlamentar, em breve, esclarecerei outra enorme insensatez que essa turma quer nos impor: o parlamentarismo", disse. "É provável que muitos dentre os que querem nos impor o parlamentarismo pouco saibam sobre esse sistema e como ele funciona na prática", completou. 

Na segunda, em Manaus, Cunha defendeu a implantação do parlamentarismo no Brasil e disse que tem "conversado com quase todos os agentes políticos" sobre o assunto. "Temos que discutir o parlamentarismo no Brasil, e rápido. Um debate para valer e votar", afirma Cunha. "Com certeza, vamos tentar votar na minha presidência." Segundo ele, o modelo seria implantado a partir de 2019, pois durante o atual mandato "seria um golpe branco". 

Tudo o que sabemos sobre:
Maioridade penalJoaquim Barbosa

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.