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Estátua do papa é pichada no Rio

Pela terceira vez nos últimos dois anos, a Catedral Metropolitana do Rio, no centro, foi alvo de pichadores. Na madrugada de terça-feira, a estátua do papa João Paulo II que fica em frente à catedral, assim como a parte mais alta da igreja, a 75 metros de altura, foram pichadas por um rapaz não identificado. A administração do templo informou que já havia solicitado aumento do policiamento à Polícia Militar, que faz a vigilância no local, mas não foi atendida.O vândalo pichou a inscrição "Rango" tanto na estátua quanto na igreja, a qual ele escalou, por volta das 2h30. O funcionário, que estava de plantão no interior da catedral, só viu o rapaz depois de ele ter feito a pichação. "Por causa do racionamento, a catedral fica na penumbra e fica difícil enxergar qualquer coisa", afirmou o cônego Haroldo Ribeiro.Segundo o padre, o policial que costumava permanecer na igreja durante a noite não tem aparecido nos últimos dias. "A polícia prioriza as áreas mais violentas. Isso facilita a prática do vandalismo por aqui", criticou. O cônego disse que chegou a mandar uma carta ao Comando Geral da PM solicitando o reforço na vigilância. Procurado pela reportagem hoje à tarde, o comandante da corporação, coronel Wilton Soares Ribeiro, informou que não sabia da pichação e que desconhecia a necessidade de policiamento na catedral.Há um ano e meio, duas gangues picharam a catedral - numa das portas laterais e na mesma estátua do papa, que foi inaugurada em 1997, quando da visita de João Paulo II ao Rio. O padre Haroldo Ribeiro não acha que a atuação dos vândalos seja direcionada à Igreja Católica. "Essas pessoas querem aparecer e a catedral é um prédio de destaque no centro do Rio", acredita. "Falta sentido às suas vidas, o que é uma pena, porque esses jovens poderiam ser úteis à sociedade."Antes da catedral, outros monumentos religiosos foram atingidos por vândalos. Em novembro de 1991, dois adolescentes paulistas de 17 anos picharam o Cristo Redentor. Em agosto de 1997, o interior da Igreja da Candelária, que, à época, estava sendo restaurada para uma visita do papa, foi pichado por três vândalos que invadiram a parte superior do templo. A gangue também quebrou pequenos pedaços das esculturas do teto da igreja.

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