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Estatuto tira arma pessoal dos policiais

O Estatuto do Desarmamento vai proibir que policiais civis e militares tenham uma segunda arma, além da pertencente à corporação. O projeto, que já foi aprovado no Senado e atualmente tramita na Câmara, só deverá ser levado a plenário no dia 21 de setembro, segundo avaliação do relator, Luiz Eduardo Greenhalgh, que recebeu apoio dos secretários de Justiça do País para manter a proposta atual. Segundo Greenhalgh, a atual legislação permite que os policiais comprem armas fora das corporações, inclusive com descontos, o que gera um mercado paralelo. "Muitas vezes os policiais precisam de dinheiro e revendem a segunda arma", afirma o deputado. "Este tipo de atitude cria uma disseminação de armamentos pelo País."Além de proibir a segunda arma para os policiais, o Estatuto poderá ser votado com a redação atual, que mantém o veto de uso de armas para agentes penitenciários fora do horário de serviço. No encontro com secretários de segurança, Greenhalgh admitiu rever a proibição, mas, depois de se encontrar com o presidente do Fórum Nacional de Secretários de Justiça, Emanuel Messias Cacho, o deputado praticamente aceitou deixar a proposta como está. Cacho afirmou, inclusive, que os secretários também se manifestaram contrários ao uso de armas pelos integrantes do Judiciário e oficiais de Justiça. "Nosso medo é que, com a possibilidade de agentes penitenciários fora do trabalho, são 70 mil armas nas ruas, aumentando os índices de violência", afirmou o secretário. "Além disso, magistrado fora do horário de trabalho é um cidadão comum e não precisa andar armado."

Agencia Estado,

20 de agosto de 2003 | 18h13

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