Estiagem aumenta número de incêndios florestais no Rio

A estiagem prolongada provocou um aumento considerável no número de incêndios florestais no Estado do Rio. Há 26 dias não chove e o Corpo de Bombeiros vêm registrando uma média de cem focos novos por dia. Segundo o chefe do Estado Maior do Corpo de Bombeiros, coronel Marcos Silva, alguns desses incêndios são de grandes proporções, como o que aconteceu no início da tarde de terça-feira na cabeceira da pista do aeroporto de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio. O fogo foi controlado quando já atrapalhava o pouso e decolagem de aeronaves. Outro ponto onde os focos estão crescendo ameaçadoramente é na estrada Grajaú-Jacarepaguá. "O homem tem de entender que a floresta está como gasolina, não pode jogar guimba de cigarro, queimar lixo no pé do morro, fazer queimada descontrolada ou soltar balões", disse o coronel Silva, enumerando as principais causas de incêndio. Segundo ele, a falta de chuvas faz com que a mata esteja muito seca, pegue fogo e o propague com facilidade. "A umidade relativa do ar está muito baixa, em torno de 40%. Não temos como controlar as causas naturais, mas a maioria dos incêndios é por causa do homem", lamentou. De acordo com o coronel Silva, todos os 105 quartéis do estado estão de prontidão para combater os focos. Na segunda-feira, um incêndio destruiu cerca de 800 metros quadrados de Mata Atlântica na Ilha Grande, num trecho que liga a praia de Abrahão a de Dois Rios. Até terça-feira, o número de focos e de hectares queimados em 2006 já superavam os registrados em 2005. No ano passado, houve 5.230 incêndios florestais que destruíram 6 mil hectares de mata. Só este ano já são 6.600 registros e 7 mil hectares destruídos.

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