Estrada segue ruim após 14 contratos para obras

Apesar de a superintendência regional do Dnit ter firmado 14 contratos emergenciais para obras na BR-101 nos últimos dois anos, a estrada continua com graves problemas. A situação em alguns de seus trechos na região sul fluminense fez com que a juíza da 1.ª Vara Federal de Angra dos Reis, Maria de Lourdes Coutinho Tavares, determinasse que o órgão concluísse nos próximos 180 dias os trabalhos de restauração em seis pontos da rodovia.

Alfredo Junqueira, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2011 | 00h00

O problema é que as construtoras designadas para realizar as obras após as chuvas que provocaram transtornos na região no início de 2010 já receberam pelo serviço e tinham justamente seis meses para concluí-lo. Os pontos críticos identificados pela juíza federal estão reunidos em dois documentos assinados pelo Dnit-RJ e sua recuperação totaliza R$ 30,3 milhões. Todos essas obras foram contratadas durante a gestão do superintendente Marcelo Cotrim Borges.

A gestão de Cotrim foi pródiga em contratos emergenciais. Foram pelo menos 22 contratações de empresas com dispensa de licitação para serviços considerados urgentes. A previsão de pagamentos do Dnit para essas empreitadas totalizou R$ 164,7 milhões nos últimos dois anos.

Nessa modalidade, prevista na Lei das Licitações, as empresas têm até 180 dias, contados da ocorrência da emergência para concluir os trabalhos. A prorrogação é expressamente proibida. No caso das obras nos pontos que continuam críticos na BR-101, elas deveriam ter ficado prontas até julho do ano passado. Procurados, Cotrim e o supervisor do Dnit em Angra dos Reis, Arysson Siqueira da Silva, não responderam às ligações.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.