Estrangeiros são presos em operação contra turismo sexual

Nove estrangeiros foram presos na praia de Ponta Negra, em Natal, na madrugada deste sábado, dia 1º, em uma operação contra turismo sexual coordenada pela Secretaria da Segurança Pública. Além de prender os turistas, sem documentos e com drogas, 150 policiais retiraram 34 crianças em situação de risco e na iminência de serem exploradas sexualmente. Ao todo, os policiais realizaram 120 abordagens a estrangeiros. Foram presos cinco portugueses, com porte de maconha, dois espanhóis sem passaportes, um sueco e um italiano, que estavam com documentos com prazo de validade vencido."Somente é possível combater o turismo sexual com a mobilização da sociedade e de todos os governos, federal, estadual e municipal", declarou o secretário da Segurança Pública, Glauberto Bezerra, que acompanhou a operação pessoalmente desde a meia noite. O Ministério Público estadual, a Polícia Federal e outras secretarias municipais estiveram presente na operação de repressão ao turismo sexual em Ponta Negra. Durante a ação, os policiais apreenderam seis máquinas de videopôquer, guardadas em uma loja do Time Center, na avenida Erivan França.Outras prisõesCento e dez turistas foram detidos sem passaporte tiveram que ser levados para prestar depoimentos na superintendência da PF, no bairro Cidade Nova, pouco depois da 1 hora desta sexta-feira, 31, na boate Hollywood, em Natal.Os federais utilizaram dois ônibus para transportar franceses, italianos, noruegueses, portugueses, espanhóis e até um turista da República Islâmica.Os estrangeiros foram liberados. A multa por não portar o passaporte é de R$ 165. Os que não apresentarem o documento à Polícia Federal serão notificados e obrigados a deixar o país. Desde outubro, agentes e delegados federais realizam diversas operações na Praia da Pipa, a 80 quilômetros da capital, e em Ponta Negra. Em uma delas, conseguiram prender seis italianos acusados de pertencerem à organização criminosa Sacra Corona Unita, sediada em Bari, no sul daquele país. O grupo controlava três casas de prostituição em Natal e mandava mulheres para a Europa.

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